19°C 33°C
Parauapebas, PA
Publicidade

Quem é a desembargadora do PA que gerou polêmica ao falar em “regime de escravidão” após decisão do STF

Declaração sobre corte de penduricalhos repercute nacionalmente e levanta debate sobre salários no Judiciário

Redação
Por: Redação
22/04/2026 às 14h02
Quem é a desembargadora do PA que gerou polêmica ao falar em “regime de escravidão” após decisão do STF

A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), está no centro de uma polêmica nacional após afirmar que magistrados podem passar a viver em um “regime de escravidão” diante das restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos chamados “penduricalhos” — benefícios adicionais recebidos por juízes.

A declaração foi feita durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJPA, no início de abril, e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e na imprensa. Na ocasião, a magistrada criticou duramente as limitações impostas pelo STF, alegando que a categoria enfrenta insegurança financeira. “Daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”, disse.

Com mais de quatro décadas de carreira, Eva do Amaral Coelho ingressou na magistratura em 1985 e atuou em diversas comarcas do Pará, tanto no interior quanto na capital. Ela foi promovida ao cargo de desembargadora em 2020, após uma longa trajetória no Judiciário estadual.

Continua após a publicidade
Anúncio

Além da atuação em diferentes varas, a magistrada também participou de julgamentos relevantes ao longo da carreira, incluindo processos ligados a episódios marcantes do estado, como o Massacre de Eldorado dos Carajás.

A declaração ocorre após o STF estabelecer limites para o pagamento de benefícios extras no Judiciário. As novas regras restringem os chamados “penduricalhos”, determinando um teto para essas verbas, o que impacta diretamente a remuneração de magistrados.

Durante a sessão, a desembargadora também afirmou que colegas estariam enfrentando dificuldades financeiras, mencionando situações como cancelamento de consultas médicas e preocupação com despesas básicas.

Dados públicos mostram que, mesmo com as críticas, a desembargadora recebeu valores elevados nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, o salário líquido chegou a cerca de R$ 91 mil, acima do teto constitucional do funcionalismo.

A fala gerou forte reação nas redes sociais e entre especialistas, reacendendo o debate sobre os privilégios no Judiciário brasileiro e a necessidade de controle sobre os chamados “penduricalhos”.

O episódio evidencia a tensão entre magistrados e decisões recentes do STF, além de colocar em pauta discussões sobre remuneração, transparência e percepção pública da Justiça no país.

Até o momento, o Tribunal de Justiça do Pará não se manifestou oficialmente sobre a repercussão das declarações, e o tema continua sendo acompanhado de perto por autoridades e pela opinião pública.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Foto: Divulgação
JUSTIÇA Há 3 dias

Levantamento revela que Luciano Hang lidera ofensiva judicial contra jornalistas e reacende debate sobre liberdade de imprensa no Brasil

Investigação do Intercept Brasil aponta mais de 50 processos movidos pelo fundador da Havan contra jornalistas e veículos de comunicação; especialistas alertam para possível prática de assédio judicial e efeito de autocensura na imprensa

Reprodução/ Redes Sociais
POLÍTICA Há 2 semanas

Justiça Eleitoral cassa diplomas de prefeito e vice de Nova Ipixuna; decisão ainda cabe recurso

Sentença reconhece irregularidades apontadas em ação eleitoral e pode levar à realização de novas eleições no município do sudeste paraense

Advogado Júnior Lobo entende que decisão conseguida por ele abre precedentes importantes
JUSTIÇA Há 2 semanas

STJ anula investigação do GAECO no Pará e decisão pode impactar operações realizadas em Canaã dos Carajás

Ministro do Superior Tribunal de Justiça reconheceu nulidade em apurações conduzidas pelo grupo especializado do Ministério Público por violação ao princípio do promotor natural

Audiência pública no Supremo foi presidida pelo ministro Flávio Dino Fotos: Rosinei Coutinho/STF
POLÍTICA Há 3 semanas

STF reafirma que Pará não perderá território para Mato Grosso após audiência em Brasília

Supremo mantém entendimento favorável ao estado paraense e abre caminho para cooperação entre governos na região de fronteira

Foto: Divulgação
Justiça Há 2 meses

Código oculto em petição vira escândalo judicial e expõe nova guerra envolvendo inteligência artificial no Pará

Advogadas foram multadas em mais de R$ 84 mil após tentativa de manipular sistema de IA usado pela Justiça do Trabalho em Parauapebas