
O fluxo das águas do Canal Mata Fome, que corta o bairro Tapanã, começou a ser restabelecido nesta terça-feira (21) por meio de umaoperação intensiva de desobstrução.A mobilização ocorre após o prefeito Igor Normando atender a denúncias de moradores e constatar, pessoalmente, que o canal estava sendo sufocado por um lixão irregular de grandes proporções. O acúmulo de entulho e resíduos foi apontado como um dos grandes fatores para o represamento da água, queresultou nos graves alagamentos registrados no último final de semana, quando o volume de chuva ultrapassou os 150 mm.
A operação de hoje concentramais de 200 homensdedicados exclusivamente à limpeza interna e das margens do Mata Fome. O trabalho envolve desde a retirada manual de resíduos leves até o corte da vegetação densa que impedia a fluidez hídrica. Para remover as toneladas de materiais que obstruíam a passagem do canal, a prefeitura escalou uma frota composta por24 caçambas e seis equipamentos de engenharia,como escavadeiras, que trabalham na retirada do lixo pesado e do sedimento acumulado no leito.
Enquanto as máquinas operam diretamente no corpo do canal, uma equipe de apoio atua no entorno imediato comoito caminhões hidrojatos.Durante a vistoria que deu origem à ordem de serviço, o prefeito Igor Normando criticou duramente a transformação de um braço do canal em depósito de lixo, ressaltando que a obstrução criminosa penaliza milhares de moradores.
A força-tarefa no Mata Fome é tratada como prioridade absoluta dentro do decreto de situação de emergência em Belém.A limpeza profunda do canal serve como uma resposta imediata para evitar novos transbordamentos enquanto a gestão municipal finaliza os preparativos para as obras estruturais definitivas na bacia, previstas para começar ainda neste mês de abril. Com a desobstrução total do leito, a expectativa é que o sistema de drenagem recupere sua capacidade plena, oferecendo maior segurança para as famílias que residem nas áreas de influência do canal.











