
A Polícia Científica do Pará (PCIPA) e a Polícia Civil do Pará (PCPA), por meio da Delegacia de Atendimento ao Adolescente Infrator (DAI), participaram, na manhã desta quinta-feira (16), da deflagração da Operação Bulwark, uma ação de alcance nacional voltada ao combate à disseminação de conteúdos digitais relacionados à violência extrema e ao discurso de ódio.
A operação foi requisitada pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, e ocorreu simultaneamente em 18 Estados brasileiros, integrando esforços coordenados no âmbito da Operação Escola Segura. No Pará, a investigação foi realizada no bairro da Pratinha, em Belém, onde equipes especializadas atuaram de forma estratégica no cumprimento de medidas investigativas.
“Recebemos a informação de que um ataque à uma escola estaria sendo planejado por adolescentes, e a PCPA representou pela busca e apreensão domiciliar e teve um parecer favorável do Ministério Público, e hoje demos cumprimento ao mandado. A perícia vai subsidiar o procedimento policial que está em andamento”, afirmou o delegado Carlos Vieira, titular da DAI.
Durante a ação, peritos da Polícia Científica realizaram procedimentos de local de crime informático, buscando vestígios digitais. Um aparelho celular foi apreendido. ”Viemos até o local analisar um dispositivo eletrônico, tentando identificar o conteúdo que havia no relatório de inteligência desse dispositivo. No local, não foi identificado nada, porém esse dispositivo foi apreendido e será levado para o laboratório de informática da PCIPA, onde será periciado, por meio da extração de dados”, afirmou o perito criminal Natanael Carvalho.
Resultados-A Operação Bulwark mobilizou as Polícias Civis e Científicas de diversos Estados, além do Ministério Público de Minas Gerais e forças de segurança locais. As investigações foram conduzidas de forma integrada, com análise de informações, diligências, representações judiciais e cumprimento de mandados de busca e apreensão.
A operação teve como foco principal a repressão a crimes relacionados a atos extremistas, exploração sexual infantojuvenil e compartilhamento de conteúdos ilícitos na internet. Também foram adotadas medidas de moderação de conteúdo, resultando na remoção de materiais ilegais e na desativação de perfis e grupos em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Até o momento, os resultados consolidados a nível Nacional apontam para o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão, 20 ações policiais de intervenção cautelar, duas prisões temporárias, um flagrante e duas internações. Além disso, cerca de 180 contas foram moderadas em plataformas digitais, incluindo TikTok, Facebook, Instagram, Telegram e Discord, com impacto direto em mais de 5.500 usuários.
O nome “Bulwark”, que significa “baluarte” ou “linha de defesa”, simboliza a atuação firme e coordenada das forças de segurança pública na proteção da sociedade e no enfrentamento de ameaças digitais.
Texto: Amanda Monteiro, sob supervisão de Monique Leão - Ascom/PCIPA