
A Praça São Félix, em Marabá, recebeu na noite de sexta-feira, 10, mais uma edição do festival itinerante Carajás Instrumental II, reunindo artistas regionais em uma programação gratuita voltada à valorização da música instrumental com raízes amazônicas. O evento contou com três apresentações principais: o Regional Rala-Rala, o Baterazz em Ação e Adamor do Bandolim, além de participações especiais, como a dançarina Dona Lourdes, conhecida nas redes sociais, o músico Edson Soares e a cantora Anna Clara.
O evento foi realizado pela Laje Produções, com patrocínio master da Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Governo Federal, e apoio da Prefeitura de Marabá.
Presente no evento, o prefeito Toni Cunha enfatizou a relevância cultural e econômica da iniciativa, especialmente no espaço onde foi realizada. “O Carajás Instrumental ocupa uma praça que é patrimônio histórico da cidade, carregada de memória afetiva. Ao mesmo tempo, fortalece a economia local, beneficiando trabalhadores que dependem desse espaço. A Prefeitura segue apoiando iniciativas que promovam cultura, geração de renda e qualidade de vida”, declarou.


A produtora cultural do evento, Nayara Castro, destacou o propósito do festival ao conectar identidade regional e acesso democrático à cultura. “É com muita alegria e responsabilidade que iniciamos mais uma etapa do Carajás Instrumental. Queremos contar a história da nossa região por meio da música instrumental, valorizando artistas do território e tornando esse conteúdo acessível a todos os públicos”, afirmou.


Ela também ressaltou o impacto econômico do projeto: “Além da valorização artística, buscamos incentivar a economia criativa nas cidades por onde passamos”.
Na mesma linha, o secretário municipal de Cultura, Genival Crescêncio, observou um impacto positivo do festival no fortalecimento da cena musical local e nas ações formativas. “Marabá integra um circuito importante desse projeto. A música é uma das expressões mais fortes da nossa cidade, e o festival contribui para desenvolver o segmento instrumental, que ainda tem espaço para crescer. Além dos shows, tivemos uma oficina de música ecológica na biblioteca municipal, envolvendo crianças e ampliando o acesso à cultura”, pontuou.


Representando a Vale, Synara Amaral reforçou o compromisso da empresa com o fomento cultural.
“Apoiar o Carajás Instrumental está alinhado ao nosso objetivo de democratizar o acesso à cultura e valorizar artistas do sudeste do Pará. Por meio do Instituto Cultural Vale, ampliamos o alcance de projetos que fortalecem a identidade cultural das regiões onde atuamos”, explicou.


Apresentações
Abrindo a programação, o grupo Regional Rala-Rala apresentou um repertório que dialoga com a cultura amazônica a partir da fusão entre música clássica e popular. Com formações que incluem violino, violoncelo, percussão, violão e bateria, o grupo explorou ritmos como carimbó, brega e bolero, propondo novas texturas sonoras.
Para o violonista Danilo Oliveira (Oliveirasso), a participação no festival representa visibilidade e reconhecimento. “Foi uma experiência gratificante. A estrutura e a organização superaram nossas expectativas. É uma oportunidade de mostrar que Marabá tem artistas preparados para grandes apresentações”, avaliou.


Na sequência, o grupo Baterazz em Ação levou ao público uma sonoridade marcada pela mistura de jazz, samba e ritmos latinos, com forte presença de improviso. O criador do grupo, Luiz Baterazz, destacou o alcance do festival. “O Carajás Instrumental amplia nossa visibilidade e nos coloca em diálogo com outros projetos de grande porte. É um espaço importante para apresentar novas composições”, afirmou.
Encerrando a noite, Adamor do Bandolim apresentou um repertório que percorre o choro amazônico, incorporando elementos como carimbó, lundu e xote. Natural de Anajás, no Marajó, o músico tem trajetória iniciada na década de 1950 e reconhecimento consolidado na música paraense.
“O festival é uma oportunidade de mostrar a força dos artistas da região, muitos ainda fora da grande mídia. É uma honra participar”, destacou.


O festival atraiu moradores e visitantes, que destacaram a qualidade das apresentações e o acesso gratuito à programação. O poeta Márcio Holanda acompanhou o evento com a família e destacou o impacto cultural. “É um encontro com a boa música em um espaço público. Isso fortalece a convivência e valoriza os talentos da região”, disse.


Já o professor Feliciano Marques ressaltou a conexão com a cultura paraense.
“É um presente para a população. A música instrumental com identidade regional aproxima as pessoas da própria cultura”, comentou.


A professora Maiara Lima também enfatizou o caráter formativo do festival.
“É uma oportunidade de conhecer mais a música instrumental e valorizar artistas locais. Eventos assim ampliam o acesso à cultura”, afirmou.


Feira Pôr do Sol
Além da programação musical, o evento também impactou a economia local. A Feira Pôr do Sol funcionou durante a noite, reunindo gastronomia típica e artesanato, o que contribuiu para o aumento do fluxo de visitantes.
A artesã Lúcia Santos relatou que a iniciativa ajuda a dar ênfase às atividades da feira.
“Esse tipo de evento traz movimento, atrai público e fortalece nossas vendas, sem contar com a música maravilhosa que está tocando aí”, explicou.


Na área de alimentação, Iracema Saraiva destacou o aumento da visibilidade dos produtos regionais.
“O público vem pela música e acaba conhecendo a feira e a culinária local. Isso movimenta bastante e fortalece o nosso trabalho”, afirmou.















Texto: Sávio Calvo
Fotos: Bill Washington e Sávio Calvo
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