
Considerada uma inovação na rede pública de saúde do Estado, a utilização de câmaras hiperbáricas no tratamento de diversos pacientes internados no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, é um dos diferenciais do suporte do governo do Estado, por meio do avanço da tecnologia, que pode salvar vidas e acelerar a recuperação de pacientes. Desde a entrega do Centro de Medicina Hiperbárica da unidade, em agosto de 2024, mais de 20 mil sessões já foram realizadas no espaço. A média é de 1,1 mil sessões por mês.
Em tratamento há 15 dias no Hospital Metropolitano, em decorrência de um acidente com descarga elétrica, o pedreiro Elias Soares, morador de São João de Pirabas, conta que recebe todo o suporte necessário nesse momento delicado, tanto dos profissionais, como dos equipamentos disponíveis para potencializar o tratamento.
“Minha evolução está sendo considerada muito positiva, apesar de ser um tratamento longo, já consigo ver as melhoras, sobretudo depois que comecei as sessões nas câmaras hiperbáricas, a cicatrização das minhas queimaduras avançou muito. Já fiz 4 sessões e ter a possibilidade de ter esse recurso faz a diferença na minha vida e na dos outros pacientes que estão se tratando”, destaca.
O Centro de Medicina Hiperbárica disponibiliza cinco câmaras hiperbáricas de uso individual para utilização terapêutica de oxigênio em alta pressão, garantindo ainda mais eficácia no tratamento de diversas condições. O paciente respira um oxigênio 100% puro, provocando, desta forma, aumento na quantidade de oxigênio transportado no sangue. O resultado é o combate a infecções bacterianas, além da normalização da cicatrização de feridas crônicas ou agudas. Além disso, a Medicina Hiperbárica auxilia na neutralização de substâncias tóxicas no organismo. Com isso, potencializa a ação de alguns antibióticos tornando-os mais eficientes no combate a infecções.
A enfermeira e da Coordenadora do Centro de Hiperbárica, Dielle Oliveira, explica que a oxigenoterapia hiperbárica é utilizada como tratamento adjuvante em diversas especialidades médicas e perfis de pacientes. “Com as câmaras temos a oportunidade de trabalhar com oxigênio puro, que auxilia com que as células cresçam mais rapidamente e a gente consiga dar alta para esse paciente com maior celeridade e qualidade de vida. Hoje em dia, no Estado, somos o único que tem no Sistema Único de Saúde as câmaras monoplace, que são as individuais. Nem em hospitais particulares tem essa oportunidade de tratamento, o que é um grande marco pro Pará”, celebra.
Já em casa, após receber alta da internação do Hospital Metropolitano, a paciente Crislene Pires, celebra sua recuperação após um acidente de trânsito em janeiro deste ano. “Como sofri ferimentos muito extensos, precisei de mais de 80 sessões de oxigenoterapia hiperbárica durante o período internada e só tenho gratidão pela excelência do trabalho feito pelos profissionais e pela oportunidade de utilizar o equipamento, que garantiu significativa melhora no meu quadro clínico e foi o que me fez melhorar mais rápido”, conta.
Indicação –Além do uso no tratamento de pacientes com queimaduras, no qual o Metropolitano é referência na região Norte, as câmaras são indicadas para o tratamento de feridas como aquelas causadas por radioterapia, diabetes, esmagamentos e amputações traumáticos. Também são utilizadas para o tratamento de infecção crônica dos ossos, procedimentos de cirurgia plástica reparadora, embolia arterial, entre outros casos.
O Hospital Metropolitano oferece atendimento 100% gratuito por meio do SUS a vítimas de traumas de diversas complexidades. As sessões têm duração média de cerca de uma hora e meia e são acompanhadas por uma equipe multiprofissional, que monitora o paciente durante todo o procedimento.