
O Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá oferece serviços para a cadeia produtiva do cacau, com certificação da qualidade do produto a partir de características como sabor, aroma, cor e textura. O atendimento é feito pelo Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (Cvacba), da Universidade Federal do Pará (UFPA), que é residente do complexo.
O Estado do Pará é o maior produtor de cacau do País, sendo responsável por mais de 51% do total de amêndoas produzidas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse cenário reforça a importância dos serviços e do suporte técnico e científico oferecidos no PCT Guamá. O Cvacba recebe amêndoas de produtores de diversas localidades paraenses para avaliações que determinam se a matéria-prima é segura para a produção de chocolate.
O pesquisador do centro, Hervé Rogez, destaca que o laboratório atua em parceria com empresas, associações e produtores na resolução de problemas. “A gente traz o problema para o laboratório e desenvolve uma solução. É um desafio, por exemplo, lidar com diferentes graus de fermentação das amêndoas de cacau. Como é impossível, a olho humano, identificar se uma amêndoa é bem fermentada ou não, desenvolvemos um método rápido que, com um tipo de câmera especial, permite visualizar o interior das amêndoas sem precisar abri-las e já saber se foram corretamente fermentadas, mal fermentadas ou não fermentadas. Esses são exemplos do desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas ao setor privado”, explica.
Além das análises em cacau, o residente do PCT Guamá atua com serviços que possibilitam o controle de qualidade de produtos de origem vegetal nas áreas de ciência e tecnologia de alimentos, farmacêutica, química, biotecnologia e cosmetologia, entre outras. Também desenvolve conhecimento tecnológico no setor de ingredientes nutricionais e bioativos.
O laboratório desenvolve pesquisas para auxiliar produtores do Estado. Um dos trabalhos é o de Giulia Lima, que avaliou a quantidade de compostos benéficos presentes no cacau e em seus subprodutos, como chocolate, manteiga e chás, entre outros. A pesquisadora destaca que o fruto possui diversos compostos bioativos com benefícios para o organismo e que, para produzir, por exemplo, um chocolate que ajude a prevenir o envelhecimento precoce, é importante escolher amêndoas de maior qualidade e com maior concentração desses compostos.
“Nessa época em que todos falam de chocolate, é importante lembrar que, aqui no PCT Guamá, temos um laboratório especialista em cacau. Trabalhamos avaliando as amêndoas provenientes dos produtores e conseguimos analisar características de qualidade, como a quantidade de manteiga de cacau. Também desenvolvemos pesquisas inovadoras que permitem avaliar os compostos bioativos do cacau, que podem trazer benefícios à saúde, como atividades anti-inflamatórias e antioxidantes. O papel do Cvacba é apoiar os produtores nas análises e contribuir para a geração de novos produtos a partir do cacau e de seus subprodutos. Também trabalhamos com a casca do fruto, a casca da amêndoa e outros tipos de resíduos, estimulando a bioeconomia do nosso Estado e valorizando a biodiversidade”, complementa.
Serviço
Para conhecer os serviços ou visitar o Cvacba, entre em contato com a equipe técnica da Fundação Guamá, instituição responsável pela gestão do PCT Guamá. O atendimento é feito por meio do e-mail: servicos@fundacaoguama.org.br ou pelo telefone (91) 3321-8900.