
O Governo do Pará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) têm alcançado resultados expressivos no fortalecimento da agricultura familiar e na promoção do uso sustentável da terra, graças ao Projeto Sistemas Agroflorestais (Prosaf). Implementado pela Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal (DDF), a iniciativa consolidou-se como uma das principais estratégias de incentivo aos Sistemas Agroflorestais (SAFs) no Estado.
Apenas em 2025, o Prosaf atendeu diretamente 1.755 famílias de pequenos agricultores em diversas regiões do Pará, ampliando o alcance das políticas públicas voltadas à produção sustentável. As ações do projeto contribuíram para a implantação e o fortalecimento de SAFs em mais de 1.600 hectares, promovendo a diversificação produtiva e a recuperação de áreas anteriormente degradadas.
Outro destaque foi a expressiva distribuição de insumos produtivos. Foram entregues quase 2,8 milhões de sementes e pouco mais de 2,2 milhões de mudas de espécies frutíferas e nativas da Amazônia. Somados, os números ultrapassam a marca de 5 milhões de sementes e mudas distribuídas, reforçando o compromisso do projeto com a valorização da biodiversidade amazônica.
Geração de Renda -De acordo com a engenheira agrônoma e diretora em exercício da DDF, Laura Dias, o Prosaf cumpre um papel estratégico ao aliar conservação ambiental e geração de renda. Segundo ela, o cultivo de espécies nativas em Sistemas Agroflorestais contribui para a recomposição de áreas degradadas, ao mesmo tempo em que cria novas oportunidades econômicas para as famílias beneficiadas.
Laura Dias também ressaltou a diversidade das espécies distribuídas ao longo do ano. “Distribuímos ao longo de 2025 diversas espécies da Amazônia aos agricultores familiares participantes do Prosaf, para que consigam ter maior variedade em suas áreas de SAFs, incluindo espécies melhoradas por pesquisas, mais produtivas e resistentes a doenças”, explicou.
Incentivo -Além da entrega de sementes e mudas, o projeto investiu fortemente na capacitação dos agricultores. As ações formativas alcançaram mais de 160 pessoas envolvidas diretamente nos SAFs, promovendo o aprimoramento das técnicas de plantio, manejo e cuidado com as espécies cultivadas.
Entre os relatos que evidenciam o impacto do projeto está o da agricultora Suely Nascimento, vice-presidente da Associação Quilombola de Moju-Miri. Para ela, o conhecimento adquirido foi fundamental para melhorar o manejo das plantas e fortalecer o trabalho coletivo na comunidade.
“Esses conhecimentos foram muito importantes. Aprendemos coisas novas, técnicas novas e, principalmente, tivemos incentivo para o grupo e para os moradores da comunidade, que viram que o projeto está dando certo. Além disso, isso vai gerar renda e melhorar os nossos SAFs”, afirmou Suely, reforçando o alcance social e econômico do Prosaf em 2025.
Texto: Sinval Farias com a supervisão de Vinícius Leal (Ascom/Ideflor-Bio)