
Anos de abandono chegaram ao fim e moradores do bairro de Fátima comemoraram, na tarde desta sexta-feira (13), a entrega danova praça Paula Frassinetti, em Belém. A entrega marcou um novo capítulo para os moradores em uma cerimônia que reuniu a comunidade local e o poder público.
A praça foi requalificada depois de mais de dois anos semiluminação e com calçada destruída, dificultando a locomoção de pedestres. Com a requalificação, a nova praça Paula Frassinetti ressurge comoespaço de convivência, atendendo a uma demanda antiga da população da área.
O prefeito de Belém, Igor Normando, destacou que a união de esforços com a iniciativa privada é o caminho para acelerar as melhorias urbanas, como ocorreu com a Praça Paula Frassinete.
A obra é fruto de umacolaboração estratégica. A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), realizou o acompanhamento técnico das obras, enquanto os custos foram integralmente assumidos pelo Grupo Líder.A partir de agora, o poder público retoma a zeladoria e a manutenção contínua do espaço.
A intervenção transformou o local com a instalação de umquiosque,pinturas em grafismona parede e no piso,recomposição de calçadas,paisagismo,contêineres de lixo,balizadores, reparos nos bancos,totem de identificaçãoe reforço nailuminação pública.
Para quem vive do comércio, a praça representa um novo horizonte. Deliane Ferreira, de 38 anos, trabalha com a venda de comidas há sete anos e agora assume o comando do quiosque dentro da empresa Cléo Doces e Salgados. Pela primeira vez, o negócio terá umponto fixoapós anos de atuação itinerante pelo Pará.
Segundo Deliane, a iniciativa é muito positiva porque, além de ajudar a empresa a expandir com um ponto no centro da cidade, vaivalorizar a região. Ela acredita que a novidadeagregou muito valorao local.

“A população vai agora poder contar com um quiosque com comidas variadas e um espaço para lazer. Nosso espaço agora está fixo, em umlocal estratégico, o que vai aumentar o nosso número de vendas”, afirmou a vendedora.
Para os moradores antigos, a mudança é, acima de tudo, uma questão dedignidade. Silvia Cardoso, de 62 anos, é moradora do bairro há quatro décadas, prestigiou a inauguração e afirmou que o espaço está maravilhoso. A autônoma relembrou que o local era escuro e perigoso, devido ao abandono e aos constantes assaltos.

Agora, a realidade é outra e Silvia celebra o novo ambiente que permitirápasseios tranquilosapós as idas à igreja ou feira. “Eu estou observando que a iluminação está boa, o quiosque também está muito bom. Dá vontade de sentar e comer. A gente costuma frequentar aqui o santuário e agora podemos vir para cá conversar eaproveitar ao lado da família“, comemorou a moradora, ressaltando que a entrega é um presente à comunidade.












