
Um mês após a reestruturação entregue pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Amazônia, localizado no bairro da Marambaia, já apresenta resultados concretos no fortalecimento do atendimento em saúde mental. Somente no primeiro mês de funcionamento, a unidade registrou 729 atendimentos, reafirmando a importância do serviço para a população da capital.
A unidade integra a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), do Sistema Único de Saúde (SUS), e atende pessoas em sofrimento psíquico severo e persistente, oferecendo acompanhamento multiprofissional, grupos terapêuticos, atividades físicas e suporte familiar. A maior demanda do CAPS Amazônia continua vindo dos bairros da Marambaia e Bengui, que concentram grande parte dos usuários atendidos pelo serviço.
Para quem utiliza o serviço há mais tempo, as mudanças também são perceptíveis no dia a dia do atendimento. A técnica de enfermagem e cuidadora de idosos Edite Freitas, que faz acompanhamento no CAPS Amazônia há cerca de dez anos, conta que a unidade representa um espaço importante em sua trajetória de cuidado.
“Eu faço tratamento aqui há muitos anos e sempre fui muito bem acolhida pela equipe. Depois da reforma, o espaço ficou ainda mais bonito, confortável e acolhedor. Eu me sinto bem aqui e percebo que o tratamento flui de forma muito positiva para mim. Sou muito grata a todos os profissionais que trabalham neste lugar”, relata.
De acordo com a diretora do CAPS Amazônia, Áurea Barbosa, a reestruturação trouxe impactos significativos tanto para os usuários quanto para os profissionais que atuam na unidade. “A reforma trouxe espaços mais adequados para o desenvolvimento das atividades terapêuticas e novos mobiliários, o que melhorou muito a rotina de atendimento. A equipe percebeu uma diferença importante tanto na quantidade quanto na qualidade do trabalho desenvolvido com os usuários”, destaca a diretora.
A nova estrutura também contribuiu para tornar o ambiente mais acolhedor e confortável. Segundo Áurea, usuários e familiares têm manifestado satisfação com as melhorias realizadas. “Temos recebido muitos feedbacks positivos sobre a estética do ambiente e a climatização de todo o espaço. Isso faz diferença no cuidado, porque o CAPS é um local de acolhimento e convivência, onde o vínculo com o usuário é fundamental para o tratamento”, afirma.
Cuidado terapêutico e fortalecimento de vínculos
Atualmente, a unidade mantém cinco atividades terapêuticas em grupo no turno da manhã, sendo quatro grupos de apoio psicológico conduzidos por psicólogas e um grupo de suporte familiar coordenado pelo serviço social. Além disso, os usuários participam de atividades físicas com orientação da educadora física da unidade. As oficinas terapêuticas produtivas, nas quais os pacientes desenvolvem atividades como crochê, confecção de tapetes e bijuterias, entre outros trabalhos manuais, devem ser retomadas nos próximos meses, assim que novos materiais forem disponibilizados.
A reestruturação também melhorou as condições de trabalho da equipe multiprofissional, refletindo diretamente na organização dos atendimentos e no fluxo do serviço. “A melhoria do conjunto de elementos físicos, sociais, culturais e emocionais trouxe mais organização ao funcionamento da unidade. Isso aumenta a produtividade da equipe e fortalece o cuidado oferecido aos usuários”, acrescenta a diretora.
Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, os primeiros resultados demonstram que os investimentos do Governo do Pará na saúde mental têm impacto direto na vida da população. “A reestruturação do CAPS Amazônia faz parte do compromisso do Governo do Pará em fortalecer a rede pública de saúde mental, garantindo atendimento humanizado, acolhimento e acompanhamento contínuo às pessoas em sofrimento psíquico. O balanço deste primeiro mês mostra que estamos no caminho certo ao investir na qualificação dos serviços e no cuidado próximo da comunidade”, destaca o secretário.
Segundo a direção da unidade, os próximos meses serão dedicados à ampliação das atividades terapêuticas e ao fortalecimento da equipe médica. Entre as metas estão a retomada completa das oficinas terapêuticas, a garantia de todos os atendimentos previstos, inclusive aos sábados, e o reforço da equipe com mais profissionais, especialmente psiquiatras.
Com a nova estrutura e a continuidade do atendimento especializado, o CAPS Amazônia segue consolidando seu papel como espaço de acolhimento, cuidado e reconstrução de trajetórias para centenas de usuários da rede pública de saúde mental em Belém.