
Acompanhando a tendência nacional registrada pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta as mulheres como chefes de quase metade dos lares brasileiros (49,1%), o governo do Pará, por meio da Companhia de Habitação (Cohab), consolidou a prioridade ao público feminino no programa “Sua Casa”. Entre 2019 e 2026, a política habitacional do Estado destinou 120 mil benefícios a mulheres mantenedoras do lar, o que representa 75% de todos os cheques entregues para construção, reforma e ampliação de moradias.
Bárbara Carvalho é uma dessas mulheres. Moradora de Ananindeua, ela é mãe de três filhos atípicos e está construindo a casa própria por meio do programa habitacional “Sua Casa”, do governo do Pará, que é gerenciado pela Companhia de Habitação do Pará (Cohab). Sem moradia, atualmente ela vive em uma feira desativada. “Estou construindo minha casa do jeito que sempre sonhei, com dois quartos, cozinha, sala, banheiro e espero, em breve, estar lá segura com minha família”, conta a mãe, que recebeu a primeira etapa do benefício no início deste ano.
Prioridade
A Cohab, acompanhando as mudanças na formação estrutural dos lares brasileiros, tornou o cliente feminino mantenedor do lar prioritário no processo de seleção para receber o benefício habitacional “Sua Casa”. No período de 2019 a 2026, cerca de 18 mil mulheres mantenedoras do lar tiveram a oportunidade de construir, ampliar, reformar, ou adaptar a moradia ao receber o cheque “Sua Casa”.
É prioridade, para a Cohab, mesmo com a mulher casada, que o benefício seja emitido no nome dela. Sendo assim, do universo de mais de 160 mil benefícios habitacionais emitidos no período de 2019 a 2026, 120 mil tiveram a titularidade feminina, ou seja, cerca de 75% de todos os benefícios entregues.
Para a gerente de assistência social da Cohab, Patrícia Reis Carvalho, é essencial para as mulheres mantenedoras do lar contarem com rede de apoio. Ela detalha que acompanha de perto a realidade de mulheres que sustentam sozinhas seus lares e enfrentam diariamente desafios sociais, econômicos e emocionais.
Segundo a assistente social, a moradia digna é um passo fundamental para garantir segurança, estabilidade e autonomia. “No âmbito do programa ‘Sua Casa’, o acesso à moradia digna representa mais do que a entrega de uma unidade habitacional. Representa segurança, estabilidade e a possibilidade concreta de reorganizar a vida. Fortalecer a mulher mantenedora do lar é fortalecer toda a família e contribuir para o desenvolvimento social do nosso Estado”, destaca..
Para o diretor-presidente da Cohab, Manoel Pioneiro, acompanhar as transformações no formato das novas famílias brasileiras e reconhecer as mantenedoras é fazer justiça social, “para que as mulheres que mantém seus lares sozinhas consigam garantir para suas famílias uma habitação digna, e assim, proporcionar qualidade de vida para si e seus filhos”.