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Ideflor-Bio realiza ciclo de palestras para fortalecer pesquisa nas unidades de conservação

O encontro reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais da área ambiental para debater o tema “Biodiversidade da Flora do Parque do Utinga

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
27/02/2026 às 18h26
Ideflor-Bio realiza ciclo de palestras para fortalecer pesquisa nas unidades de conservação
Foto: Vinícius Leal (Ascom/Ideflor-Bio)

A produção científica desenvolvida nas unidades de conservação estaduais da Região Metropolitana de Belém ganhou novo protagonismo com a primeira edição do ciclo de palestras “Ciência na Floresta”, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB). O encontro inaugural foi realizado na quinta-feira (26), no auditório do órgão, em Belém, reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais da área ambiental para debater o tema “Biodiversidade da Flora do Parque do Utinga”.

A palestra foi ministrada pelo professor doutor Leandro Ferreira, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), que apresentou resultados de anos de estudos realizados no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna e em outras áreas protegidas do Estado. A exposição destacou a riqueza florística do parque, os avanços nos inventários botânicos e a relevância das pesquisas para o manejo e a conservação da biodiversidade amazônica.

Divulgação científica e fortalecimento de parcerias

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Conduzido pela GRB, o projeto prevê encontros mensais com pesquisadores e especialistas, consolidando um fórum interdisciplinar voltado à divulgação científica e ao debate sobre sustentabilidade. A iniciativa busca democratizar o acesso aos dados e estudos desenvolvidos nas unidades de conservação, conectando instituições de ensino e pesquisa, setor produtivo e sociedade civil em torno de soluções inovadoras e sustentáveis.

Em um cenário de desafios climáticos crescentes, o “Ciência na Floresta” reforça a importância de aproximar a ciência da sociedade e da gestão pública. Alinhado à Agenda 2030, o projeto dialoga com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 – Educação de Qualidade, ao promover alfabetização científica e conscientização ambiental – e com o ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação, ao fortalecer redes de cooperação entre instituições e comunidades.

Durante sua participação, Leandro Ferreira ressaltou a relevância do encontro para ampliar o alcance das pesquisas desenvolvidas nas unidades de conservação. Segundo ele, a troca de experiências fortalece a difusão das informações geradas ao longo dos anos no Parque do Utinga e na Área de Proteção Ambiental (APA) de Belém, ampliando o reconhecimento sobre o valor estratégico dessas áreas protegidas.

Professor doutor Leandro Ferreira, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), que apresentou resultados de anos de estudos realizados no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna e em outras áreas protegidas do Estado

O pesquisador também enfatizou que as unidades de conservação são fundamentais para a preservação da biodiversidade e para o manejo sustentável dos recursos naturais. Ele citou estudos realizados no Parque Estadual do Utinga, na APA de Belém, no Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia e no Parque Estadual da Serra dos Martírios-Andorinhas, evidenciando a grande diversidade de espécies registradas, especialmente em áreas de transição entre biomas.

Participação social e monitoramento da flora

Aproveitando o encontro, o pesquisador lançou o projeto “Observadores da Flora do Utinga”, que pretende mobilizar visitantes do parque a fotografar flores e frutos encontrados durante as trilhas. As imagens serão enviadas à equipe técnica responsável pela identificação das espécies. Inspirada em iniciativas de observadores de aves, a proposta busca incentivar o monitoramento participativo e fortalecer o sentimento de pertencimento e conservação ambiental.

Para o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, o ciclo representa um avanço estratégico na consolidação das unidades de conservação como espaços de produção e difusão de conhecimento.

“O ‘Ciência na Floresta’ reafirma nosso compromisso de transformar dados científicos em políticas públicas e ações concretas. Ao abrir esse espaço permanente de diálogo, fortalecemos a gestão das unidades de conservação e ampliamos a participação da sociedade na construção de soluções sustentáveis para a Amazônia”, afirmou.

A analista ambiental do Ideflor-Bio, Sabrina Campos, destacou o papel formativo da iniciativa. “Nosso objetivo é criar um ambiente acessível e contínuo de aprendizagem, que dialogue com estudantes, profissionais e comunidades do entorno. Quando a ciência chega às pessoas de forma clara e participativa, ela se torna ferramenta de transformação social e de valorização do patrimônio natural que temos”, ressaltou.

Com o lançamento do “Ciência na Floresta”, o Governo do Pará, por meio do Ideflor-Bio, fortalece a integração entre pesquisa, gestão ambiental e sociedade, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade e contribuindo para a conservação das unidades de proteção no Estado.

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