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Investimentos de R$ 15 milhões ampliam vagas e fortalecem inclusão no Processo Seletivo 2026 da UEPA

Universidade oferta 4.230 vagas em 278 cursos, com 50% destinadas a cotas, garantindo diversidade e interiorização do ensino superior no Pará

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
27/02/2026 às 08h20
Investimentos de R$ 15 milhões ampliam vagas e fortalecem inclusão no Processo Seletivo 2026 da UEPA
Foto: Alex Ribeiro / Ag. Pará

“Ser aprovado na Universidade Estadual do Pará representa a confirmação de que todo esforço valeu a pena. Durante um ano inteiro, conciliei trabalho pela manhã, estudos à tarde e cursinho à noite. Foi uma rotina intensa, marcada por cansaço e momentos de dúvida, mas pensar na minha família que é a minha mãe, Ivanilda Negrão, me incentivou e me inspirou, mesmo estando lutando contra os obstáculos da vida, sempre me ensinando a pensar no futuro que quero construir e me deu forças para continuar”, relatou o estudante universitário Bruno Yud, de 19 anos.

A trajetória de Bruno Yud, calouro de Letras – Língua Portuguesa na Universidade do Estado do Pará (Uepa), aprovado pelo sistema de cotas EP/PPI (Escola Pública/Pretos, pardos e indígenas), representa o impacto direto dos investimentos realizados na educação superior pública no Pará.

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Para o Processo Seletivo 2026, divulgado em 30 de janeiro, o governo do Estado destinou R$ 15 milhões à Uepa, garantindo a oferta de 278 cursos e 4.230 vagas. Do total, 50% são reservadas para políticas de cotas, assegurando inclusão e diversidade no acesso ao ensino superior.

Expansão e inclusão

Os recursos aplicados permitiram ampliar vagas, modernizar espaços físicos, fortalecer a política de interiorização e consolidar ações afirmativas na universidade.
O reitor da Uepa, Clay Chagas, destaca o impacto direto dos investimentos na democratização do ensino superior. “Os investimentos realizados pelo governo do Estado têm sido fundamentais para o fortalecimento da educação superior pública no Pará e, de forma direta, para a consolidação de um Processo Seletivo cada vez mais justo, democrático e inclusivo.

Esses recursos possibilitaram a modernização dos nossos espaços físicos, a contratação de professores efetivos e a ampliação do número de vagas, inclusive por meio do Programa Forma Pará, garantindo que a universidade chegue a mais territórios e populações historicamente excluídas. Nesse contexto, as políticas de cotas e de promoção da diversidade deixam de ser apenas um princípio e passam a ser uma realidade concreta, ampliando o acesso de jovens negros, indígenas, quilombolas e estudantes da escola pública ao ensino superior. Investir na universidade é investir em desenvolvimento social, equidade e no futuro do nosso Estado”, reforçou Clay Chagas.

Nos últimos anos, a Uepa avançou na criação de processos seletivos específicos e regionalizados. Em 2022, realizou o primeiro Processo Seletivo Especial Exclusivo para o curso de Letras-Libras, sendo a primeira instituição da Região Norte a promover seleção específica para pessoas surdas. Também implantou processo seletivo especial para Licenciatura em Música e seleções regionalizadas em municípios como Canaã dos Carajás e Parauapebas.
Interiorização do ensino

A expansão territorial da universidade ganhou força com a entrega de novos campi, como o Campus XXII, em Ananindeua, e o Campus XXIII, em Parauapebas, ampliando o acesso ao ensino superior na Região Metropolitana e no sudeste do estado. As novas estruturas incluem salas de aula equipadas, laboratórios, bibliotecas, auditórios e espaços acessíveis.

Em Canaã dos Carajás, o Processo Seletivo Especial ofertou 150 vagas com cotas regionalizadas, socioeconômicas e étnico-raciais. Mais de 80% das vagas foram preenchidas por residentes do município, reforçando o compromisso com a formação local.

A política indigenista também avançou. Em 2022, a Uepa formou 74 indígenas da etnia Munduruku do Alto Tapajós em Licenciatura Intercultural Indígena. Em 2025, foram formados 30 indígenas da etnia Xicrin, na aldeia Xicrin do Kateté, em Parauapebas, por meio do Núcleo de Formação Indígena (Nufi).

Fortalecimento institucional

Além da expansão física, a universidade fortaleceu o quadro docente e técnico. Desde 2023, quase 300 professores efetivos foram nomeados após concurso público viabilizado pela atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). Também foram nomeados centenas de servidores técnico-administrativos, garantindo melhoria no atendimento acadêmico e administrativo.

Novos auditórios foram entregues em Belém e Vigia, uma quadra poliesportiva foi inaugurada em Conceição do Araguaia e estruturas modernas passaram a integrar os campi do interior, ampliando a capacidade de ensino, pesquisa e extensão.

Para Bruno, o ingresso na universidade também reafirma o papel das políticas de inclusão. “Escolhi a Licenciatura porque acredito na educação como base de transformação social, mesmo sendo uma profissão ainda desvalorizada no Brasil. Ser professor é contribuir desde a base e impactar vidas. Também reconheço a importância das cotas, que garantem oportunidades a estudantes de baixa renda, quilombolas e indígenas, que enfrentam desigualdades e precisam se esforçar ainda mais para conquistar seus objetivos. Essa aprovação não é apenas uma vitória pessoal, mas um símbolo de resistência, perseverança e esperança”, finalizou o estudante.

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