
Dança, ritmo e exercícios aeróbicos fazem parte da rotina de participantes do projeto Saúde + Belém, iniciativa da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), realizada na Aldeia Cabana de Cultura Amazônica Davi Miguel, com acesso pela travessa Pirajá. Mais do que atividade física, o projeto se tornou um espaço de acolhimento, alegria e superação.
Totalmente gratuito, o Saúde + Belém foi retomado com força total na atual gestãomunicipal e conta atualmentecom 250 pessoas matriculadas.As inscrições seguem abertas para quatro turmas, com aulas às segundas e quartas-feiras, das 7h às 8h; e às terças e quintas-feiras em três horários: das 7h às 8h, das 8h30 às 9h30, e no turno da noite, das 18h às 19h.

Para participar, as pessoas interessadas devem comparecer à sala da Semel, no 2º andar da Aldeia Amazônica, munidas de cópias do RG, comprovante de residência e laudo médico emitido por clínico geral ou cardiologista, atestando aptidão para a prática de atividades físicas. As matrículas são realizadas pela servidora Waleska Girard, que acolhe a todos.



Responsável pelas aulas, a professora de educação física Gleice Kelly Jordão destaca que o projeto atende majoritariamente mulheres, com faixa etária que varia dos 40 a mais de 80 anos, e que os exercícios são sempre adaptados à realidade de cada participante.

“Mulheres são a grande maioria no projeto.Os exercícios são pensados respeitando o limite de cada participante. Aqui,a atividade física vem como um complemento ao cuidado com a saúde física, mental e emocional”, explica a professora Gleice, que também ressalta ainda o lado humano e afetivo do trabalho desenvolvido. “As alunas do ‘Saúde + Belém’ são meu presente diário, são minhas energias. Aqui a gente cuida do corpo, da mente e da alma. Muitas chegam precisando ser ouvidas, acolhidas, e esse espaço acaba sendo também terapêutico”, afirma.
Moradora do bairro do Marco, a dona de casa Rosalina Lopes, de 66 anos, participa do projeto há cerca de cinco anos. Ela conta que conheceu o Saúde + Belém por meio de uma reportagem de televisão, em um momento difícil da vida.

“Comecei a vir num momento bem delicado, eu tinha acabado de perder uma neta e enfrentei uma forte depressão. Só a gente sabe o que enfrenta entre quatro paredes. Masquando estou aqui, vivo um momento de libertação. É mais que uma aula, é uma atividade terapêutica”, relata emocionada Rosalina.

Para Lucilda Vilar, 65 anos, doméstica, que participa desde julho de 2025, o diferencial do projeto está no acolhimento. “Eu tive depressão por conta de um problema familiar e buscava sempre o isolamento. Quando cheguei aqui, comecei a esquecer dos problemas. Além da saúde física, tem a saúde mental.Aqui a gente conversa, recebe palavras de conforto. Não é como academia, onde a gente faz os exercícios com pouco contato”, destaca Lucilda.

A dona de casa e comerciante Antônia Marques, 72 anos, encontrou no projeto força para enfrentar um período delicado ao lado do marido, diagnosticado com câncer. “Passei quase o ano inteiro acompanhando o tratamento do meu marido e precisei parar de me exercitar. Quando ele saiu do hospital, voltei e me inscrevi no Saúde + Belém.Aqui fui acolhida, ganhei forças e hoje me sinto mais forte nesse grupo de amigas”, conta Antônia.
O projeto também se destaca pelo caráter inclusivo. É o caso de Pilar Michele Santos, 30 anos, pessoa com deficiência visual parcial, que participa desde 2024. “Já tem dois anos que estou aqui buscando a saúde do corpo, que é muito importante para a qualidade de vida. Participar desse grupo é motivo de orgulho para mim. Espero que todas nós continuemos sempre no ‘Saúde + Belém’”, declara Pilar.

Moradora da passagem Santa Luzia, no bairro da Pedreira, a voluntária de ONG Sandra Maria Silva, 61 anos, frequenta o projeto há cerca de dois anos e relata que o espaço foi fundamental para enfrentar perdas familiares recentes. “Aqui a gente esquece a dor, extravasa, brinca. Passei por perdas muito grandes, mas venho para cá e encontro força. É um lugar de liberdade, de apoio, de fé e de amizade”, ressalta Sandra.

Nesta quinta-feira, 5, a dona de casa Arlene Alves, de 59 anos, moradora da Rua Nova, realizou sua matrícula após conhecer o projeto ao passar pela Aldeia Amazônica.
“Para mim, o Saúde + Belém é muito prático porque é perto de casa e gratuito.Achei as atividades mais divertidas do que academias, que são ambientes fechados. Poder me exercitar nesse espaço aberto vai ser uma alegria”, diz Arlene.

Com histórias marcadas por superação, acolhimento e promoção de qualidade de vida, o Projeto Saúde + Belém reafirma o compromisso da Prefeitura de Belém em promover saúde integral, inclusão e bem-estar para a população.