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Polícia Federal mira deputado do Pará em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro

Investigação apura desvio de emendas parlamentares, fraudes em licitações e participação de agentes públicos no esquema

Redação
Por: Redação
16/12/2025 às 12h23
 Polícia Federal mira deputado do Pará em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16), uma grande operação para desmontar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em contratos públicos. A ofensiva acontece simultaneamente no Pará e no Distrito Federal e conta com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os principais alvos está o deputado federal Antônio Leocádio dos Santos (MDB), popularmente conhecido como “Antônio Doido”. Conforme apuração divulgada pela TV Globo, durante o cumprimento das ordens judiciais, o parlamentar teria arremessado o próprio telefone celular pela janela, numa tentativa de evitar a apreensão do aparelho, que poderia conter provas relevantes para a investigação.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado envolve o desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e verbas estaduais. O dinheiro, segundo os investigadores, era escoado por meio de processos licitatórios fraudulentos e posteriormente utilizado para o pagamento de propinas e para ocultação de patrimônio ilícito.

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A operação ocorre poucos dias após Antônio Doido ter sido declarado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral. Em decisão recente, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) entendeu que houve abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. O magistrado responsável concluiu que recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares, foram usados de forma irregular para autopromoção e influência direta sobre o eleitorado.

No total, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo STF. A relatoria do processo está sob responsabilidade do ministro Flávio Dino.

Os investigados poderão responder por uma série de crimes, entre eles corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, delitos contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas.

 

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