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Secult leva Preamar do Patrimônio a estudantes e professores em Cametá

Foram três dias de programação com oficina, palestras, mesas redondas e uma visita técnica a pontos históricos do município 

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
28/04/2022 às 13h16
Secult leva Preamar do Patrimônio a estudantes e professores em Cametá
Foto: Reprodução/Secom Pará

Doutora em História e servidora da Secult, Ângela Leão conversa com alunos e professores, em Cametá
Doutora em História e servidora da Secult, Ângela Leão conversa com alunos e professores, em Cametá - (Foto: Lorena Saraiva / Ascom Secult)
O município de Cametá, no Baixo Tocantins, recebeu uma programação especial do Preamar do Patrimônio, nos últimos dias 25, 26 e 27, iniciativa do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Dphac). O calendário contou com oficina, palestras, mesas redondas e uma visita técnica a pontos históricos da cidade. 

Voltada para alunos e professores de escolas públicas e estudantes de história da Universidade Federal do Pará (UFPA, campus Cametá), a ação foi uma parceria com a Prefeitura de Cametá, por meio do Museu Histórico do município e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Momento do projeto Preamar do Patrimônio, com ações de educação patrimonial, em Cametá
Momento do projeto Preamar do Patrimônio, com ações de educação patrimonial, em Cametá - (Foto: Lorena Saraiva / Ascom Secult)
A oficina “Diálogos com o Patrimônio” foi realizada com alunos da Escola Municipal Raimunda Bastos e teve o objetivo de formar multiplicadores da metodologia do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, no município. Na sequência, o grupo se reuniu para montar o roteiro da visita técnica aos bens culturais, realizada no dia seguinte. 

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O ponto de encontro foi o auditório da Semed e o grupo seguiu pelo Museu Histórico de Cametá, Escola Dom Romualdo de Seixas, Prefeitura Municipal de Cametá, Casa de Cultura, Igreja de São João Batista, Porto de Cametá e Instituto Nossa Senhora Auxiliadora.

Equipe da Secult, alunos e professores de Cametá em visita a locais de referência cultural na cidade
Equipe da Secult, alunos e professores de Cametá em visita a locais de referência cultural na cidade - (Foto: Lorena Saraiva / Ascom Secult)
"A Secretaria de Cultura está aqui, por meio do projeto Preamar do Patrimônio, desenvolvendo uma ação de educação patrimonial nas escolas. Nós fizemos um roteiro a partir do que os alunos colocaram como referências culturais deles e, agora, no último dia, tivemos uma roda de conversa sobre o patrimônio cultural para fechar a programação. Mas esse é apenas um primeiro momento, temos intenção de voltar, porque o trabalho de educação patrimonial é um processo contínuo", explicou a doutora em História, e servidora do Dphac, em Belém, Ângela Leão.

Para a professora Janete Borges, uma das participantes do roteiro, esse tipo de ação é fundamental, porque normalmente as pessoas não são ensinadas sobre o valor do patrimônio. "Assim, elas não se importam se está caindo, muitas acham que é só um prédio velho que deve ser usado para outros fins. Por isso, ver esses estudantes aqui se tornando multiplicadores dessas informações vai fazer com que essa geração seja diferente e cuide mais do nosso patrimônio histórico. Então, acho que isso deveria ser feito com muito mais frequência, porque as cidades são espaços educativos", pontuou.

Ângela Leão:
Ângela Leão: "a educação patrimonial é contínua - (Foto: Lorena Saraiva / Ascom Secult)

Encerrando a programação, na quarta-feira (27), foi realizada a mesa redonda “Patrimônio Cultural e Sociedade: a importância da participação das comunidades para a construção da cidadania cultural e para a afirmação identitária e valorização do Patrimônio Cultural”, que contou com a participação da arquiteta e técnica em gestão cultural do Dphac, Ana Valéria Barros; da historiadora e técnica em Gestão Cultural do Dphac, doutora Ângela Leão; historiadora e professora da graduação e pós-graduação, da UFPA Cametá, doutora Benedita Celeste; do historiador e diretor do Museu Histórico de Cametá, Warllen Barros; e do geógrafo e professor da graduação, da UFPA Cametá, doutor José Carlos Cordovil.

A professora Benedita Celeste pesquisa sobre o patrimônio das comunidades tradicionais quilombolas e reforça a necessidade de experiências como essa para o compartilhamento de conhecimento. "É importante que a gente oportunize espaços para dar eco a essas vozes, para que essas resistências venham à tona. Isso também faz parte do patrimônio cultural, não só do município, mas de toda a região do Tocantins e da região amazônica", frisou.

"Foi um evento muito interessante, uma semente que foi lançada sobre a questão da educação patrimonial aqui no município de Cametá, onde podemos perceber a riqueza cultural e o interesse de muitas pessoas por esse tema tão importante. Cametá está de parabéns pela diversidade cultural que tem", comentou a técnica, Ana Valéria Barros.

"Essas pontes há muito tempo são uma necessidade, por isso, ficamos profundamente felizes com o resultado da ação aqui no município", completou Warllen Barros, diretor do Museu Histórico de Cametá.

Por Thaís Siqueira (SECULT)
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