

Voltada para alunos e professores de escolas públicas e estudantes de história da Universidade Federal do Pará (UFPA, campus Cametá), a ação foi uma parceria com a Prefeitura de Cametá, por meio do Museu Histórico do município e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

O ponto de encontro foi o auditório da Semed e o grupo seguiu pelo Museu Histórico de Cametá, Escola Dom Romualdo de Seixas, Prefeitura Municipal de Cametá, Casa de Cultura, Igreja de São João Batista, Porto de Cametá e Instituto Nossa Senhora Auxiliadora.

Para a professora Janete Borges, uma das participantes do roteiro, esse tipo de ação é fundamental, porque normalmente as pessoas não são ensinadas sobre o valor do patrimônio. "Assim, elas não se importam se está caindo, muitas acham que é só um prédio velho que deve ser usado para outros fins. Por isso, ver esses estudantes aqui se tornando multiplicadores dessas informações vai fazer com que essa geração seja diferente e cuide mais do nosso patrimônio histórico. Então, acho que isso deveria ser feito com muito mais frequência, porque as cidades são espaços educativos", pontuou.
Encerrando a programação, na quarta-feira (27), foi realizada a mesa redonda “Patrimônio Cultural e Sociedade: a importância da participação das comunidades para a construção da cidadania cultural e para a afirmação identitária e valorização do Patrimônio Cultural”, que contou com a participação da arquiteta e técnica em gestão cultural do Dphac, Ana Valéria Barros; da historiadora e técnica em Gestão Cultural do Dphac, doutora Ângela Leão; historiadora e professora da graduação e pós-graduação, da UFPA Cametá, doutora Benedita Celeste; do historiador e diretor do Museu Histórico de Cametá, Warllen Barros; e do geógrafo e professor da graduação, da UFPA Cametá, doutor José Carlos Cordovil.
A professora Benedita Celeste pesquisa sobre o patrimônio das comunidades tradicionais quilombolas e reforça a necessidade de experiências como essa para o compartilhamento de conhecimento. "É importante que a gente oportunize espaços para dar eco a essas vozes, para que essas resistências venham à tona. Isso também faz parte do patrimônio cultural, não só do município, mas de toda a região do Tocantins e da região amazônica", frisou.
"Foi um evento muito interessante, uma semente que foi lançada sobre a questão da educação patrimonial aqui no município de Cametá, onde podemos perceber a riqueza cultural e o interesse de muitas pessoas por esse tema tão importante. Cametá está de parabéns pela diversidade cultural que tem", comentou a técnica, Ana Valéria Barros.
"Essas pontes há muito tempo são uma necessidade, por isso, ficamos profundamente felizes com o resultado da ação aqui no município", completou Warllen Barros, diretor do Museu Histórico de Cametá.