Na madrugada de domingo (16), um segurança foi baleado duas vezes por um cliente após uma discussão no bar Chapéu Caído, localizado na Rua Rio Pitinga, no bairro Popular I, em Parauapebas. O estabelecimento, que já acumula diversas reclamações de moradores por perturbação de sossego e irregularidades, continuou funcionando até o amanhecer, sem que as autoridades responsáveis tomassem medidas cabíveis para interromper as atividades.
De acordo com relatos, o cliente envolvido no incidente estava alterado e foi retirado do local pelos seguranças. No entanto, ao tentar retornar e ser impedido novamente, ele sacou uma arma e efetuou três disparos contra o segurança, que foi atingido por dois. Populares que presenciaram o ocorrido socorreram a vítima em um veículo particular e a levaram ao hospital, onde ele passou por cirurgia e se encontra em estado estável.
O atirador fugiu do local e, até o momento, não foi localizado. A Polícia Civil está investigando o caso, mas enfrenta dificuldades devido à baixa qualidade das imagens das câmeras de segurança do bar, o que prejudica a identificação do suspeito. Enquanto isso, um vídeo que circula nas redes sociais mostra outros seguranças do estabelecimento pedindo justiça pelo colega ferido.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Meio Ambiente e a Assessoria de Comunicação do 23º Batalhão de Polícia Militar de Parauapebas para obter mais informações sobre as denúncias de irregularidades no local e as ações tomadas em relação ao incidente. No entanto, até o momento, não houve retorno por parte dos órgãos.
O incidente reacendeu a discussão sobre a atuação de bares e casas noturnas na região, que frequentemente são alvo de denúncias por perturbação da ordem e descumprimento de normas. Moradores cobram uma ação mais efetiva dos órgãos responsáveis para coibir práticas irregulares e garantir a segurança da comunidade.
A Polícia Civil reforçou que continua em busca do suspeito e pede que qualquer informação que possa auxiliar nas investigações seja repassada às autoridades. Enquanto isso, a vítima segue em recuperação, e colegas de trabalho clamam por justiça e medidas preventivas para evitar novos casos de violência.
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