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Tensão marca primeira sessão ordinária da CMP com embates e acusações

A primeira sessão ordinária do ano na Câmara Municipal de Parauapebas (CMP), realizada nesta terça-feira (18), foi palco de intensos debates e troca de críticas entre a vereadora Maquivalda Barros (PDT) e a base governista.

Redação
Por: Redação
18/02/2025 às 20h06
Tensão marca primeira sessão ordinária da CMP com embates e acusações

 

Enquanto alguns parlamentares optaram por um tom mais moderado neste início de legislatura, Maquivalda protagonizou discursos incisivos contra a gestão do prefeito Aurélio Goiano, gerando reações imediatas dos aliados do Executivo.

A pedetista abriu sua fala no Grande Expediente criticando a falta de transparência nos primeiros 50 dias do governo. "O prefeito não é mais vereador, mas insiste em se comportar como se ainda estivesse em campanha, com ameaças e discursos inflamados," apontou Maquivalda, que ainda alegou ter sido desrespeitada por Goiano durante a sessão de abertura do ano legislativo, na segunda-feira (17).

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Críticas e suspeitas

A vereadora direcionou suas principais críticas às secretarias de Educação (Semed) e Obras (Semob). Para ela, a dispensa de licitação no valor de R$ 15 milhões para a compra de merenda escolar de uma empresa sediada em Goiânia (GO) levanta suspeitas, principalmente pelas alterações contratuais feitas pela fornecedora no fim de janeiro. "A empresa aumentou seu capital social de R$ 50 mil para R$ 1,5 milhão em um curto espaço de tempo. É preciso esclarecer essa situação," ressaltou.

Outro ponto abordado foi a execução da Operação Tapa-Buraco e as reformas das escolas municipais, que, segundo a parlamentar, ocorrem sem planejamento adequado. "O próprio secretário de Obras me afirmou que não há um plano estruturado para os reparos. Está tudo sendo feito de forma improvisada," denunciou Maquivalda.

Ela também questionou a falta de transparência na reforma das unidades escolares, apontando a ausência de placas informativas sobre as empresas responsáveis pelas obras. "Mesmo com o decreto de emergência, a lei precisa ser cumprida. Não se pode fazer de qualquer jeito," advertiu.

Defesa do governo e embates acalorados

As críticas não passaram despercebidas pelos parlamentares governistas. O vereador Zé da Lata (Avante), pai do prefeito, rebateu com veemência. "Parauapebas passou 16 anos nas mãos de uma administração corrupta que destruiu nossa cidade. Agora que estamos tentando reconstruir, vem a vereadora se colocar como a salvadora da pátria. Onde ela estava antes?"

Já o líder do governo na Câmara, Léo Márcio (SD), classificou as críticas da pedetista como precipitações. "Fazer oposição só por fazer não traz avanço. A vereadora está mal assessorada. Quanto à questão do nepotismo, a súmula do STF é clara: a nomeação da esposa do prefeito para uma secretaria não se enquadra na prática," sustentou.

Sobre a compra emergencial da merenda, Léo Márcio defendeu a medida. "Era preciso garantir alimentação adequada para os alunos. O governo anterior não deixou contratos vigentes, e tivemos que agir com rapidez. O que seria melhor? Deixar as crianças sem refeição?"

No encerramento da sessão, Maquivalda reiterou sua posição, afirmando que "defender o indefensável não é caminho para um mandato comprometido com a transparência e o bem-estar da população".

Moderação e pacificação

Diante da polarização, o vereador Alex Ohana (PDT) fez um apelo por mais diálogo e cooperação entre os parlamentares. "Parauapebas precisa de unidade para se desenvolver. Brigas políticas só prejudicam a cidade. Vamos trabalhar juntos, respeitando as leis e buscando soluções reais para os problemas."

Outros vereadores, como Zé do Bode (Avante) e Sadisvan (PRD), também manifestaram a necessidade de aguardar os primeiros meses do governo antes de cobrar resultados expressivos. "Nada se resolve da noite para o dia," concluiu Sadisvan.

A sessão deixou claro que o clima na Câmara Municipal será marcado por intensos debates entre governo e oposição. O desenrolar das próximas reuniões mostrará se a governabilidade será pacificada ou se a tensão continuará crescendo dentro do legislativo municipal.

 

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