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Pará apreende mais de 30 toneladas de entorpecentes nos últimos quatro anos

O Pará é uma das regiões do Brasil que, pela localização geográfica, passou a ser uma das principais rotas do tráfico, especialmente no que se refere ao transporte da carga pelos rios.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Pará
10/07/2023 às 15h16
Pará apreende mais de 30 toneladas de entorpecentes nos últimos quatro anos

O Sistema de Segurança Pública do Pará, desde janeiro de 2019, vem realizando grandes apreensões de drogas em seu vasto território. Mais de 30 toneladas de entorpecentes foram interceptados, a partir de ações integradas para combater o tráfico e demais ações criminosas.

O resultado positivo é fruto de investimentos contínuos do governo do Estado em tecnologia, capacitação dos agentes e fortalecimento dos órgãos de inteligência, que garantem investigações qualificadas, fiscalizações ostensivas, combate ao tráfico e redução dos índices de criminalidade.

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), nos últimos quatro anos e meio o Pará apreendeu 32.301,539 toneladas de entorpecentes. Somente neste ano, de janeiro até o dia 4 de julho, foram apreendidos 4.650,983 toneladas, superando a marca do ano passado, que entre janeiro e dezembro registrou a apreensão de 3.256,954 toneladas.

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Em 2019, foram apreendidas 3.418,301 toneladas. Nos anos de 2020 e 2021 foram mais de 10 toneladas, em cada ano, o que mostra uma constância na atuação da polícia no enfrentamento ao tráfico de drogas no Pará.

Marca histórica 

O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, ressalta a marca histórica, que reflete a atuação das forças de segurança estaduais de maneira estratégica no combate ao crime organizado, coibindo o tráfico nas principais rotas e utilizando tecnologia e eficiente trabalho de inteligência e investigação.

“O Estado do Pará, nos últimos quatro anos e meio, tem atuado muito fortemente nas apreensões de drogas, seja do tipo maconha ou cocaína, independentemente da forma que ela é transportada pelo Estado, seja por avião, pelos nossos rios ou pelas vias terrestres. Estamos investindo, principalmente, na integração das forças e na inteligência, como também na aquisição de equipamentos que possam facilitar essa interceptação e auxiliar nas investigações e fiscalizações. Agimos também em regiões estratégicas, que possibilitam maior monitoramento, a exemplo das rotas fluviais, com a implantação da Base Fluvial Antônio Lemos, instalada no município de Breves (Arquipélago do Marajó), que vem realizando apreensões continuamente no nosso território”, informa o titular da Segup.

Estratégias e investimentos 

O Pará é uma das regiões do Brasil que, pela localização geográfica, passou a ser uma das principais rotas do tráfico, especialmente no que se refere ao transporte da carga pelos rios, nas rotas que ligam Santarém (Oeste do Pará), Manaus (AM) e Macapá (AP), quanto por vias terrestres, em direção ao Nordeste do país.

O secretário adjunto de Inteligência e Análise Criminal, delegado André Costa, pontua as ações adotadas para coibir o crime, bem como o reforço do trabalho da inteligência para identificar as grandes rotas interestaduais do tráfico.

“Hoje atuamos por questões estratégicas, como a implantação da Base Flutuante Antônio Lemos, que nos possibilita maior fiscalização pelos rios nas principais entradas de embarcações que vêm de Santarém e Manaus. Por esse fluxo nós sabemos que pode ocorrer o transporte de drogas com destino principal a países da Europa, Ásia e África, tendo como entreposto o Porto de Vila do Conde, em Barcarena (nordeste paraense). Por meio de investigações intensificadas e análises compartilhadas com as demais agências de inteligência temos conhecimento desse fluxo, o que nos possibilita grandes apreensões, não somente nas embarcações em deslocamento, mas também na descoberta de algumas bases próximas à Vila do Conde, em especial em Vila dos Cabanos e nos municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri, locais onde traficantes utilizam sítios e casas com paredes e pisos falsos para esconder e estocar a droga até a data do embarque dos contêineres, que seguem nos navios pra fora do país”, explica o delegado André Costa.

 

Investigação 

O titular da Siac destaca também a atuação da Polícia Civil, que por meio do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) realiza investigações com o uso de técnicas e equipamentos avançados, para monitorar e fiscalizar os veículos que estejam transportando entorpecentes.

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