Em alusão ao Dia Mundial da Voz - 16 de Abril, o Hospital Ophir Loyola (HOL) anunciou nesta segunda-feira (17) mais um avanço importante para a qualidade de vida de seus pacientes. É o primeiro hospital que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na região Norte, a oferecer a laringe eletrônica a pacientes que tiveram câncer e passaram pela cirurgia de laringectomia total. A oferta tem a parceria da empresa Atos Medical, desenvolvedora e fabricante de dispositivos médicos de alta qualidade para essa especialidade médica.
A laringe eletrônica permite a emissão de uma onda sonora contínua, transmitida por uma voz robótica, que forma palavras por meio dos órgãos articuladores (lábios, língua e dentes). O dispositivo é movido por uma bateria recarregável, posicionada externamente próximo à garganta do paciente.

A diretora-geral do HOL, Ivete Vaz, destacou a importância da reabilitação vocal para a qualidade de vida dessas pessoas. “É do conhecimento de todos que a perda da voz traz limitações importantes para a interação social. A aquisição desse dispositivo é uma importante conquista para a saúde pública paraense, e demonstra a nossa preocupação em amenizar as dificuldades comunicativas, emocionais e sociais vivenciadas por nossos usuários que passaram pelo procedimento cirúrgico”, acrescentou.
Chefe da Divisão de Fonoaudiologia do HOL, Cláudia Martins explicou que os usuários passarão pela reabilitação com a fonoaudiologia para se adaptarem ao dispositivo. “A nossa equipe foi treinada pela empresa parceira para que possamos contribuir com a adaptação do paciente. Esse, certamente, é mais um marco na história do hospital. Infelizmente, alguns pacientes precisam retirar a laringe devido ao câncer em estágio avançado, mas teremos como devolver a voz e a comunicação para eles”, afirmou Cláudia Martins.
Comunicação- O aposentado Nazareno da Silva, 59 anos, descobriu o câncer de laringe em 2019. Após a cirurgia em 2020, perdeu totalmente a voz. “O mais difícil para mim foi ficar sem falar com as pessoas. Mas com o aparelho vou poder me comunicar, principalmente com a minha esposa. Estou muito feliz com essa vitória”, contou o aposentado, casado há 11 anos com Vera da Silva, 65 anos. “Esse aparelho é uma conquista para nós dois. Estamos muito felizes, pois não tínhamos como comprar”, disse Vera.
