
As crianças que estudam na Classe Hospitalar do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, participaram na última semana, de uma ação especial, marcada por muita diversão, com direito à apresentação de palhaços, música e dança.
Em cenário circense, montado na entrada principal da unidade hospitalar, ligada ao Governo do Pará e gerenciada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), mais de 15 crianças internadas participaram do show dos palhaços Cínico e Cênico.
Antes do início da programação lúdica, houve apresentação dos professores da Classe, diretores do hospital e dos voluntários da ação.

“Além de continuar salvando vidas, nossa meta é oportunizar cada vez mais impacto na educação dessas crianças, que se internam e, em hipótese alguma, podem se distanciar do ambiente escolar”, pontuou.
Experiência do paciente- Os sorrisos no rosto do pequeno Miguel dos Santos, de 6 anos, comprovam que a diversão foi garantida. “Quando voltar para casa, vou contar como foi para os meus amigos. Eles vão gostar também”, disse.
Para Maérica Alves Lima, 18 anos, tia e acompanhante do menino, a ação serviu para animar as crianças e tornar o período de internação mais leve. “Eles ficam muito tempo no leito e criança é agitada. Acredito que essa saída faz muito bem porque eles conseguem esquecer um pouco do trauma sofrido e, com certeza, melhoram mais rápido”, afirmou.

“Muita gratidão a todos pelo cuidado com ele, pelo apoio recebido. Por várias vezes pensamos que perderíamos ele e agora ver ele sorrindo e brincando faz com que a gente fique até mais tranquila”, declarou.
Classe Hospitalar do HMUE - Criada em 2009, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a classe oferece atendimento educacional especializado, no leito e em sala, com assessoramento pedagógico para crianças que cursam do ensino infantil até o 9º ano do ensino fundamental.
Mais de oito mil pacientes já foram atendidos na Classe Hospitalar do Metropolitano.
“Nosso papel é dar as melhores condições para que essas crianças continuem estudando, mesmo durante o período de internação no hospital. Temos alcançado o objetivo e, graças ao empenho de todos, mais de oito mil crianças conseguiram continuar com suas rotinas, sem prejuízo ao calendário escolar”, diz Leonice Cardoso, coordenadora da Classe Hospitalar.