Uma operação da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e Polícia Civil apreendeu, nesta sexta-feira, 12, aproximadamente 50 metros cúbicos de produto florestal, em um caminhão que fazia o transporte ilegal no município de Tailândia, nordeste paraense. Entre as espécies apreendidas estão angelim, maçaranduba e madeira branca cupiúba, todas de alto valor comercial. A Semas realiza a análise da documentação fraudulenta que acompanhava a madeira, bem como está lavrando os respectivos autos de infração. De acordo com o diretor de Fiscalização Ambiental da Semas, Jorge Antônio Dias, a irregularidade foi constatada pelo transporte de madeiras nativas, com notas “frias” de reflorestamento. As notas fiscais não corresponderam aos produtos e, em alguns casos, são expedidas por empresas inexistentes ou por pessoas que se apropriam de notas fiscais em branco, pertencentes a firmas com atividades encerradas ou inativas. O reflorestamento é uma ação ambiental que visa recuperar áreas que tiveram a vegetação removida. Uma força tarefa de equipes da Semas vai analisar notas fiscais relacionadas especificamente ao reflorestamento e, caso sejam detectados novos ilícitos ambientais, outras operações serão realizadas. A madeira apreendida aguardará destinação legal, normalmente voltada a ações sociais. O delegado Aurélio Paiva, titular da Delegacia de Ordem Administrativa (DOA), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), coordenou a equipe da Polícia Civil na operação em Tailândia. Segundo ele, foram detidas duas pessoas, no caso, a que fazia a condução da carreta usada no transporte da madeira e o dono do produto. "Serão autuados em flagrante e irão responder pelos crimes de transporte ilegal de madeira e uso de documento falso", explica o delegado. Não cabe fiança. Ambos ficarão na condição de presos de Justiça. Eles foram conduzidos para a sede da Dioe, em Belém, onde estão sendo feitos os procedimentos policiais. Desmatamento – De acordo com os últimos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), somente no território paraense da Floresta Amazônica o índice de desmatamento caiu 19%, o equivalente a 579 quilômetros quadrados. Entre 1º de agosto de 2016 e 31 de julho de 2017, foram 2.413 km² de desmatamento. No mesmo período do ano anterior, o desmatamento da floresta no Pará foi de 2.992 km². Esta foi a maior redução em área desmatada, dentre os nove Estados que compõem a Amazônia Legal. Com Informação da Agência Pará
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