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Veja o Vídeo: Delegada do Pará é presa suspeita de receber R$ 50 mil para favorecer o PCC

Operação Sinalagma também prendeu Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”; investigação apura tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e movimentação superior a R$ 14,9 milhões.

Redação
Por: Redação
15/10/2026 às 15h16
Veja o Vídeo: Delegada do Pará é presa suspeita de receber R$ 50 mil para favorecer o PCC

A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa nesta quinta-feira (15), em Brasília (DF), durante a Operação Sinalagma. Ela é suspeita de receber R$ 50 mil para repassar informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo as investigações.

A operação também prendeu Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado como uma das lideranças da facção criminosa em Pernambuco. De acordo com as apurações, os dois mantinham um relacionamento amoroso.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco e busca desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O grupo teria movimentado pelo menos R$ 14,9 milhões.

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Mandados no Pará e em outros estados

Além das prisões, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Pará, São Paulo e Distrito Federal. Em Belém, os agentes realizaram buscas na residência da delegada e no gabinete dela, na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil.

Segundo os investigadores, a análise de dados extraídos de um celular apreendido anteriormente ajudou a identificar possíveis colaboradores da organização criminosa. A apuração também encontrou indícios de movimentações financeiras suspeitas e possível uso de empresas, documentos falsos e contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos.

A investigação apura possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e colaboração com organização criminosa. Também foram determinadas medidas de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros.

A Polícia Civil do Pará informou que prestou apoio às diligências realizadas no estado e que os autos serão encaminhados à Corregedoria-Geral para análise e eventuais medidas administrativas.

O caso segue sob investigação. As suspeitas contra os envolvidos ainda dependem de apuração judicial, e os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

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