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Saúde Pública Parada em Parauapebas: ACS e ACE Cruzam os Braços e Cobram Governo Aurélio Goiano por Acordo Não Cumprido

Categoria alega descumprimento de compromisso firmado em ata desde junho; greve por tempo indeterminado já afeta atenção básica e combate à dengue na cidade

Redação
Por: Redação
01/09/2026 às 15h58
Saúde Pública Parada em Parauapebas: ACS e ACE Cruzam os Braços e Cobram Governo Aurélio Goiano por Acordo Não Cumprido
Foto: Divulgação

 A partir desta terça-feira (1º), moradores de Parauapebas podem sentir na pele os efeitos de uma greve que muitos já esperavam: Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) decidiram parar por tempo indeterminado, em mais um capítulo do embate entre categorias do funcionalismo público e o Governo Aurélio Goiano.

No centro da disputa está uma promessa que, segundo os trabalhadores, não saiu do papel: a indenização de transporte destinada a quem precisa rodar diariamente pelos bairros da cidade para cumprir suas funções.

O Portal Parazão Tem de Tudo apurou que a pauta não é nova. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde), a discussão sobre a indenização de transporte começou em fevereiro de 2025 — ou seja, os agentes esperaram mais de um ano e meio por uma resposta concreta da gestão municipal antes de decidir pela paralisação.

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Nesse período, o tema passou por dez rodadas de negociação: três diretamente no Gabinete do Prefeito e outras sete na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), dentro da Mesa Permanente de Negociação do SUS. Para o presidente do Sindsaúde em Parauapebas, Marden Lima, o histórico mostra que a categoria não escolheu o caminho mais fácil — a greve veio depois de esgotadas as tentativas de diálogo.

Um detalhe reforça a indignação dos trabalhadores: uma ata de reunião realizada em 22 de junho, no próprio Gabinete do Prefeito, registrou o compromisso de que a Semsa avaliaria reajustar o valor de referência usado no cálculo técnico da indenização de transporte — com resultado prometido para a reunião seguinte da Mesa Permanente.

O prazo passou. E, segundo a categoria, a resposta nunca veio de forma definitiva. Vale lembrar que a própria Prefeitura chegou a admitir publicamente, após aquele encontro, que duas outras pautas da mesa haviam avançado — mas reconheceu que o auxílio-transporte continuava pendente.

Antes de cruzar os braços, a categoria seguiu o rito formal: aprovação de estado de greve, assembleia realizada em 20 de agosto que confirmou a deflagração do movimento, e comunicação oficial enviada à Prefeitura, à Secretaria Municipal de Saúde, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

A paralisação atinge diretamente duas frentes sensíveis da saúde pública municipal. Os ACS são responsáveis pelo acompanhamento de famílias, visitas domiciliares e ações de prevenção na atenção básica — muitas vezes a porta de entrada do SUS para bairros mais distantes do centro. Já os ACE atuam no controle de vetores, incluindo o combate ao mosquito transmissor da dengue, doença que historicamente preocupa a região nos períodos de maior calor e chuva.

Com a greve por tempo indeterminado, o Sindsaúde afirma que só existe um caminho para o fim da mobilização: avanços concretos e efetivos por parte do Governo Municipal.

 As informações sobre o histórico das negociações e o conteúdo da ata mencionada refletem a versão apresentada pelo Sindsaúde. Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Parauapebas e a Secretaria Municipal de Saúde não haviam se pronunciado publicamente sobre a greve.

 

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