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Senadores declaram apoio a movimentos pela democracia
Vários senadores reagiram nesta quinta-feira (11) a cartas e manifestos a favor da democracia. Pelas redes sociais, declararam apoio à Carta às bra...
11/08/2022 18h00
Por: Redação Fonte: Agência Senado
Dois manifestos em favor da democracia foram lidos no pátio da Faculdade de Direito da USP - Rovena Rosa/Agência Brasil

Vários senadores reagiram nesta quinta-feira (11) a cartas e manifestos a favor da democracia. Pelas redes sociais, declararam apoio à Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de direito, elaborada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), e  ao manifesto Em Defesa da Democracia e da Justiça, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A carta, que no lançamento já reunia 900 mil assinaturas, foi lida em um ato com a participação de juristas, artistas, políticos e movimentos sociais. O manifesto organizado pela Fiesp, e lançado no mesmo evento, contava com a adesão de mais de cem entidades.

“Não há a menor dúvida de que a solução para os problemas do País passa necessariamente pela presença do Estado de Direito, pelo respeito às instituições e o apoio irrestrito às manifestações pacíficas, à liberdade de expressão e ao processo eleitoral. Desenvolvimento, bem-estar e justiça só prosperam em ambiente de livre pensamento, base da verdadeira pátria livre e soberana”, disse, pelo Twitter, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Data histórica

A data de 11 de agosto é simbólica por ter marcado, em diferentes anos, manifestações populares, inclusive pelo fim da ditadura militar, em 1977. Também marca a data da criação dos cursos de direito no Brasil, em 1827, e por isso ficou conhecida como Dia do Estudante.

“Neste Dia do Estudante, a sociedade brasileira está, mais uma vez, unida nos atos em defesa da democracia. Eu estou onde sempre estive: do lado do Estado Democrático de Direito”, escreveu o senador José Serra (PSDB-SP). Para ele, a luta pela estabilidade é uma batalha constante, prolongada e precisa ser travada a cada nova dificuldade. “É o que estamos atravessando, mais uma vez, neste momento histórico, em que é preciso se organizar para impedir retrocessos e assegurar direitos”.

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A senadora Zenaide comemorou a união da população pela causa da liberdade. “Que bonito ver a sociedade brasileira se unindo hoje, Dia do Estudante, em apoio à democracia e contra o autoritarismo que ameaça não reconhecer a vontade popular manifestada nas urnas eletrônicas. Nossa Democracia foi conquistada com muita luta e não abriremos mão dela!”.

Já Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que o dia é de luta. “Grandes nomes da cultura brasileira fizeram a leitura da carta pela democracia. Hoje é dia de mobilização nacional! Vamos à luta em atos realizados em diversas cidades do Brasil. Em tempos de ameaça, seremos resistência!”, declarou em suas redes sociais.

Presidente

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Alguns dos senadores se referiram diretamente ao presidente Jair Bolsonaro, em razão de manifestações consideradas antidemocráticas da parte do chefe do governo, que tem questionado a lisura do processo eleitoral. “Hoje é um dia de luta! Um dia de união em defesa do Estado Democrático de Direito! É preciso dar um basta aos constantes ataques à Constituição e às nossas instituições! Bolsonaro sai, democracia fica!”, escreveu Rogério Carvalho (PT-SE).

Cid Gomes (PDT-CE) alertou para a existência de golpistas “Hoje o Brasil fez um alerta em defesa da democracia. Sempre há golpistas e quem queira o retorno a um período de trevas. Mas, nós, brasileiros, resistimos e manteremos a confiança na livre determinação do povo. Viva a democracia!”.

Paulo Rocha (PT-PA), se disse emocionado com os eventos pró-democracia: “O Estado Democrático de Direito é inegociável. Por urnas eletrônicas e um país livre de ditadores. Não é por uma ideologia, é por uma Nação”, publicou o senador.

Em resposta à carta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o presidente defende a democracia. “A democracia que nós defendemos é a prevista na Constituição Federal. Essa o Presidente Jair Bolsonaro segue à risca!”, disse o senador, que acusou opositores do governo de defender regimes não democráticos. Para ele, a “grande mídia” quer enganar a população.

Resposta da sociedade

Também com a frase contra o presidente ao final da sua manifestação, o líder da minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou que a liberdade só pode existir à luz do sol e da democracia e que "as trevas" nunca foram a vocação dos brasileiros.

“A carta é uma resposta da sociedade civil aos arautos das trevas. A democracia brasileira foi uma árdua conquista do nosso povo. Nossa democracia ainda é jovem, incompleta e imperfeita, mas foi fruto de muita luta. Se ainda lutamos, diariamente, para assegurar direitos aos excluídos, é porque queremos ir em frente. Não permitiremos retrocessos!”, advertiu o senador.

Humberto Costa (PT-PE) disse acreditar que o Brasil vai dar um basta aos ataques à democracia e publicou um vídeo das manifestações desta quinta-feira. Ele também destacou a adesão de milhares de policiais e militares à carta da USP.

Assinaturas

Igualmente pelas redes sociais, senadores declaram apoio ao manifesto emitido pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e disseram ter assinado o documento. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) fez um vídeo do momento da assinatura e a senadora Nilda Gondim (MDB-PB) disse que o movimento merece não só seu aplauso, mas sua luta.

Simone Tebet (MDB-MS) e Mara Gabrilli (PSDB-SP) informaram ter assinado o manifesto. “Estado de Direito Sempre! No dia do estudante, no histórico dia 11 de agosto, a sociedade levanta sua voz em defesa da democracia. Assinei o manifesto. Tenham certeza do meu compromisso”, afirmou Simone.

Omar Aziz (PSD-AM) se somou aos que declararam ter assinado a carta.“ Hoje, o Brasil está unido na grande mobilização pela defesa da democracia e respeito ao resultado das urnas. Assinei a Carta aos Brasileiros e às Brasileiras, documento histórico, quase 50 anos depois do primeiro manifesto, ainda na ditadura e também no Dia do Estudante”.

Paulo Paim (PT-RS) pediu que os brasileiros se juntem em apoio à carta lançada nesta quinta. “A democracia é um processo constante. Está no fortalecimento das instituições, na soberania do voto, no avanço da participação popular e das diversidades políticas, culturais e sociais, no respeito aos direitos humanos. Assine a carta pela democracia.”, pediu o senador em suas redes.

Para Jaques Wagner (PT-BA), os atos realizados vão marcar a história por unir entidades, juristas, artistas, empresários e estudantes em torno de um mesmo objetivo: a defesa da democracia e do processo eleitoral.

Alessandro Vieira (PSDB-SE) e Angelo Coronel (PSD-BA) falaram sobre a necessidade de evitar retrocessos: “Hoje foi lida, no pátio da Faculdade de Direito da USP, a carta em defesa da democracia, que recebeu mais de 900 mil assinaturas. Ato extremamente importante para reforçar que o Brasil não suporta mais retrocessos. Seguimos na luta pela democracia!”, publicou Alessandro. "Precisamos lutar, seja qual for a sua bandeira ou ideologia, para garantir que a democracia se mantenha forte! Só com respeito, diálogo e debate de ideias, sem agredir quem pensa diferente, conseguiremos avançar, e não retroceder, para uma sociedade mais justa. Democracia sempre!", escreveu Coronel.