Além da venda ambulante, os comerciantes estavam com documentação fitossanitária vencida. Houve, ainda, desvio da rota, já que a mercadoria saiu de Goiânia (GO) com destino à sede municipal de São João do Araguaia, também na região Sudeste. Devido às irregularidades e ao risco sanitário, as mudas foram destruídas.
De acordo com o fiscal estadual agropecuário Vandeilson Belfort, da Ulsa de Parauapebas, as ações de defesa vegetal visam assegurar que o território paraense continue livre de pragas de grande potencial econômico. “Esse é o procedimento para manter o Estado livre de pragas quarentenárias, que são ameaças para a nossa região. Isso tudo é para fortalecer nossa fruticultura e prevenir que essas pragas adentrem o nosso Estado, para que não tenhamos sérios prejuízos econômicos para a citricultura, além da restrição da comercialização desses frutos no Pará e no Brasil. Essa é nossa função enquanto Agência de Defesa, garantir a sanidade e a competitividade dos produtos de origem vegetal no agronegócio paraense”, ressaltou.
Ação intensificada- A fiscalização foi realizada pelos fiscais estaduais agropecuários Raimundo Júnior e Vandeilson Belfort, e pelos agentes fiscais agropecuários Denis Leite e Jeferson Carvalho, da Ulsa Parauapebas, em parceria com uma equipe da Polícia Militar. “Foi uma ação muito bem amparada pela lei, que nós vamos intensificar para coibir o comércio dessas mudas de citros, que colocam em risco o setor produtivo do Estado do Pará”, acrescentou Cleber Sampaio, gerente de Sementes e Mudas da Adepará.
Texto: Rosa Cardoso – Ascom/Adepará