O evento é considerado o mais tradicional sobre Perícia Criminal e Ciências Forenses da América Latina, e, em paralelo, tem ainda o IX Congresso Internacional de Perícia Criminal e a XXVI Exposição de Tecnologias Aplicadas à Criminalística.
O perito criminal Alberto Sá, da perícia criminal do Pará, ministrará a palestra "Inteligência Artificial e Machine Learning aplicada em acidentes de trânsito". Ele abordará conceitos básicos da inteligência artificial aplicada às ciências forenses, com foco em aplicações potenciais para perícias criminais relacionadas a acidentes de trânsito.
Alberto Sá também dará o minicurso "Programação Visual Orange: Uma Abordagem para Engenharia Forense", onde será apresentada uma proposta alternativa de programação computacional.
A Polícia Científica do Pará também terá destaque com o perito Mariluzio Moreira apresentando dois trabalhos no CNC. O primeiro, "Fundamentos de reprodução simulada dos fatos'', com coautoria das peritas Érica Emanuelle e Carolina Tavares; o segundo, "Cartografia criminal: Homicídios e Tráfico de Drogas em Ananindeua, Pará".
Os peritos criminais Djalma Frade, Isabella Vilaça, Lucila Almeida, em parceria com perito Mariluzio Moreira, também apresentaram o trabalho "Desafios da implantação da cadeira de custódia versus autoria de crimes contra o patrimônio na região metropolitana de Belém", que trata das dificuldades relacionadas à elucidação dos crimes de roubo e furto em função da não observação da cadeia de custódia dos vestígios na fase preliminar.
A coordenadora de Antropologia Legal e de Odontologia Forense, do Instituto de Medicina e de Odontologia Legal "Renato Chaves", Maria Betânia Lisbôa, apresentará o trabalho sobre o Programa Cadastro de Cadáveres Não Identificados, que trata sobre a odontologia legal com atuação social na busca de desaparecidos na cidade de Belém.
Teresinha Palha, perita criminal que atua no Núcleo de Crimes Contra a Vida (NCCV), discorrerá sobre o tema de tortura seguido de morte, com foco na relevância da coleta de vestígios biológicos no local de crime para possível identificação da autoria.
"O objetivo do trabalho é aplicar uma metodologia favorável a recuperação do DNA de contato transferido para os vestígios deixados na cena do crime. A pesquisa também foi de grande importância para o treinamento continuado da equipe do NCCV em coleta de material biológico para recuperação de DNA de toque", explica a perita Teresinha.