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Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação celebra Dia da Cultura Acessível com arte
Atividade na Biblioteca Inclusiva do CIIR proporcionou experiências artísticas e sensoriais, estimulando autonomia, expressão e protagonismo dos us...
06/11/2026 18h17
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Mikael Lucas e seu desenho: atividades no CIIR incentivam a expressão com experimentação de materiais, cores e texturas

A arte como espaço de expressão, descoberta e inclusão. Foi nesse clima que usuários e acompanhantes do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, participaram, na quinta-feira (5), de uma programação especial em alusão ao Dia da Cultura Acessível, celebrado anualmente em 5 de novembro.

A iniciativa promove o reconhecimento da cultura como um direito de todos, assegurando especialmente às pessoas com deficiência oportunidades de criar, produzir e vivenciar manifestações artísticas com autonomia, segurança e dignidade.

Realizada na Biblioteca Inclusiva do CIIR, a programação reuniu dezenas de participantes em atividades lúdicas e criativas, incluindo pintura e desenho. O destaque foi a oficina de pintura com tintas texturizadas, que proporcionou novas experiências sensoriais e diferentes possibilidades de expressão artística.

A ação de educação e humanização foi coordenada pelo professor de Artes Visuais, Eduardo Oliveira. Segundo ele, a proposta da oficina foi ampliar as possibilidades de criação, por meio da experimentação de materiais, cores e texturas.

“Os alunos participaram do preparo das misturas, experimentaram os materiais e descobriram como as cores e as diferentes texturas podem ser incorporadas à pintura em tela. Foi uma oportunidade de estimular a criatividade e explorar novas formas de expressão”, explicou.

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Landra Roberta com o professor Eduardo Oliveira: "Oportunidade de ampliar repertório e explorar possibilidades de criação"

Arte que revela talentos e amplia possibilidades

Entre os participantes estava Landra Roberta Silva dos Santos, 22 anos, que é atendida pelo CIIR desde os 14 anos, quando iniciou sua trajetória nas atividades de Arte e Cultura da instituição. Reconhecida pelo professor como uma jovem criativa e talentosa, ela desenvolve uma identidade artística própria, e já produz concept art — ilustrações conceituais utilizadas na criação de personagens, cenários e elementos visuais — para jogos independentes, conhecidos como indies.

Para Iandra, a oficina representou mais uma oportunidade de aprimorar suas habilidades e experimentar novas técnicas. “A oficina foi mais uma oportunidade de ampliar meu repertório e explorar novas possibilidades de criação com cores e texturas. Agradeço e parabenizo o CIIR pela iniciativa de proporcionar esse momento especial para nós, usuários dos serviços”, destacou.

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Exploração sensorial

Outro participante foi Mikael Lucas Alexandre, 16 anos, com baixa visão, que também encontrou na atividade novas possibilidades de expressão.

De acordo com Eduardo Oliveira, Mikael é participativo e comunicativo, e vem desenvolvendo seu próprio estilo de desenho por meio da exploração de diferentes técnicas artísticas. A experiência com as tintas texturizadas permitiu a Mikael explorar o tato e o relevo como recursos complementares à criação.

“A oficina de tintas texturizadas ampliou minhas possibilidades de exploração sensorial. Experimentei o toque e o relevo como novos recursos para desenvolver a pintura em tela. Gostei bastante da atividade”, disse o adolescente.

Eduardo Oliveira ressaltou que as atividades comemorativas foram planejadas para estimular a percepção sensorial, a coordenação motora e a autonomia, respeitando as características, o ritmo e as escolhas individuais de cada participante.

“Para alunos com baixa visão, como o Mikael, o toque e o relevo oferecem outras possibilidades de explorar os materiais e construir uma obra. A proposta é criar um espaço de experimentação, no qual cada aluno possa descobrir seus próprios caminhos e desenvolver sua forma de expressão artística”, enfatizou.

Cultura acessível

A mobilização nacional pelo Dia da Cultura Acessível é liderada pela Rede de Leitura Inclusiva, iniciativa da Fundação Dorina Nowill para Cegos, e busca articular uma agenda colaborativa em todo o país, ampliando o acesso das pessoas com deficiência à leitura, à arte e às diferentes manifestações culturais.

Serviço:

O acesso aos serviços do CIIR ocorre por meio de encaminhamento das unidades de saúde, com acolhimento pela Central de Regulação de cada município e posterior encaminhamento à Regulação Estadual. As solicitações são analisadas conforme o perfil do usuário pelo Sistema Estadual de Regulação (SER).

O CIIR é uma unidade do Governo do Pará, vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e está localizado na Rodovia Arthur Bernardes, nº 1000, bairro Val-de-Cans, em Belém.

Texto: Ascom CIIR