Geral SAÚDE
Estado amplia rede de hemodiálise e descentraliza cuidados no Pará
Sespa expande a infraestrutura voltada a tratamentos e chega a 19 centros de atenção renal em todo o Estado, aproximando os serviços das localidade...
05/10/2026 11h44
Por: Redação Fonte: Secom Pará

O Governo do Estado vem investindo na descentralização do serviço de terapia renal, com o objetivo de proporcionar mais comodidade e facilidade de acesso à saúde para pacientes que precisam de tratamento contínuo. A rede pública de saúde do Pará conta atualmente com 33 centros especializados em hemodiálise ambulatorial, com atendimentos pelo SUS, em 16 municípios do Estado. Desses 33 centros, 14 têm gestão municipal. O Estado, por sua vez, expandiu a infraestrutura sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) de 9 para 19 centros, distribuídos em hospitais regionais da rede pública de saúde.

Nos últimos sete anos, a Sespa ampliou sua rede de atendimento, com a incorporação de nove novos pólos de atenção renal especializados em Abaetetuba, Breves, Capanema, Castanhal, Itaituba, Marabá, Ourilândia do Norte, Tailândia e Tucuruí.

Conforme os dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES/Tabnet), referentes a dezembro de 2025, a saúde pública conta hoje com 1.275 máquinas de hemodiálise ativas no Pará, entre equipamentos destinados ao atendimento ambulatorial, hospitalar/UTI e reserva técnica. Deste total, 511 máquinas de hemodiálise ativas estão sob a gestão estadual. As demais estão sob gestão municipal ou têm gestão dupla.

Capacidade de atenção cresce

Além dos mais nove novos centros de hemodiálise sob gestão estadual implantados de 2019 a 2026, o Governo do Pará também garantiu a ampliação do Centro de Hemodiálise do Hospital Regional Público do Araguaia, em Redenção, alcançando a oferta total de 2.060 vagas ambulatoriais para o tratamento renal. Em comparação ao ano de 2018, o governo estadual ampliou a quantidade de máquinas de hemodiálise em 352%, de 113 para 511, elevando a capacidade de atendimento aos pacientes em todo o Estado.

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Na rede estadual, entre as unidades que passaram a oferecer o serviço de hemodiálise, que também inclui a nefrologia, estão o Hospital Regional Público dos Caetés, em Capanema, na região de saúde do Rio Caetés; o Hospital Regional do Sudeste do Pará, em Marabá, na região dos Carajás; o Hospital Regional Público do Marajó, em Breves, na região Marajó II; o Hospital Regional Público do Tapajós, em Itaituba, na região do Tapajós; e o Hospital Regional da PA-279, em Ourilândia do Norte, na região de saúde do Araguaia.

De acordo com o secretário-adjunto de políticas de saúde da Sespa, Ivison Carvalho, a ampliação da oferta de centros de hemodiálise e a descentralização deste serviço por todos os territórios do Estado é importante para que as pessoas recebam atendimento nos seus municípios ou ao menos nas suas regiões de residência, de forma que não precisem se deslocar para a capital ou para outros grandes centros urbanos do Estado.

”Ainda este ano, também deve ser publicado um grande credenciamento, para todo o Estado, que vai ampliar a oferta de vagas de hemodiálise, tanto na rede privada quanto na rede filantrópica. Isso vai dar um fôlego adicional aos serviços de saúde públicos de todo o Estado”, detalha Ivison Carvalho.

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Um dos pacientes beneficiados pelos investimentos na ampliação do atendimento é Jozias Corrêa Santana, de 68 anos. Balconista, o morador de Portel iniciou o tratamento de hemodiálise ainda em 2018, quando o Hospital Regional Público do Marajó ainda não oferecia esse serviço. Na época, ele enfrentava as dificuldades de deslocamento até Belém para realizar o tratamento, e chegou a permanecer cerca de dez meses sem retornar à sua cidade, ficando distante da família e de sua rotina.

Com a oferta do serviço de hemodiálise pelo Hospital Regional Público do Marajó, em Breves, essa realidade mudou. “Quando comecei a hemodiálise, em 2018, tive que morar em Belém por três anos, pagando aluguel e o transporte até o centro de hemodiálise. Era uma rotina muito difícil. Agora fico só para cá [no Marajó], e não preciso voltar para a capital. Fica perto. Eu venho de Portel e volto no mesmo dia”, conta.

O acesso ao tratamento também melhorou para a paciente Antônia Lopes, de 58 anos, moradora de Breu Branco. Ela passou a receber atendimento na Policlínica Lago de Tucuruí desde julho deste ano. Após um período internada no Hospital Regional de Tucuruí, ela foi encaminhada a continuar o tratamento ambulatorial de hemodiálise.

”Eu venho três vezes por semana na Policlínica de Tucuruí. Sou muito bem atendida pela equipe. Sou tratada com muito respeito. Recebo muito cuidado, atenção e orientação sobre o tratamento. Ter o tratamento mais perto de onde a gente mora facilita muito nossa rotina”, destaca dona Antônia.