A situação das ambulâncias do Samu voltou a provocar forte discussão na Câmara Municipal de Parauapebas. Durante sessão, a vereadora Maquivalda Barros afirmou que encontrou apenas uma ambulância em funcionamento durante uma visita à unidade, realizada após reclamações de moradores sobre demora no atendimento.
Segundo a vereadora, a situação encontrada no local seria ainda mais preocupante: uma ambulância básica estaria sendo utilizada com equipamentos retirados de uma unidade avançada, numa tentativa dos próprios servidores de manter o atendimento à população.
A parlamentar também relatou ter visitado oficinas onde ambulâncias estariam paradas há meses. Em um dos casos citados durante o pronunciamento, o veículo estaria há mais de seis meses aguardando manutenção, segundo informações apresentadas por ela.
Por meio de requerimento, Maquivalda Barros solicitou informações oficiais sobre o funcionamento do Samu-192 nos últimos 12 meses.
Entre os dados cobrados estão o número de chamadas não atendidas, filas de espera, ocorrências sem despacho de viatura, tempo mínimo, médio e máximo de resposta, disponibilidade da frota e registros de atendimentos prejudicados por falta de veículos ou equipes.
A vereadora também quer saber quais medidas a Prefeitura pretende adotar para adequar a frota e as equipes do Samu à demanda de Parauapebas.
Durante o discurso, a parlamentar também criticou manifestações feitas pelo secretário municipal de Saúde nas redes sociais. Segundo ela, haveria uma tentativa de transmitir a impressão de que o serviço estaria funcionando normalmente.
"Fica faltando com a verdade nas redes sociais para não falar mentindo", afirmou a vereadora, ao defender que a situação seja esclarecida oficialmente.
Maquivalda questionou ainda como um município com quase 300 mil habitantes poderia depender de uma estrutura que, segundo seu relato, estaria operando de forma improvisada.
A vereadora também afirmou que destinou emendas parlamentares impositivas para a aquisição de cinco ambulâncias, com recursos que, segundo ela, chegam a aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Durante a sessão, Maquivalda cobrou que a Secretaria de Saúde utilize os recursos para solucionar o problema da frota e questionou os procedimentos que serão adotados para a aquisição dos veículos.
Ela citou ainda reclamações envolvendo o transporte de pacientes que realizam hemodiálise, ambulâncias destinadas às vilas e veículos utilizados pelo programa Melhor em Casa.
Ao final da discussão, o requerimento apresentado pela vereadora foi aprovado por oito votos favoráveis e nenhum contrário.
Com a aprovação, a Prefeitura e os setores responsáveis deverão prestar os esclarecimentos solicitados pelo Legislativo.
O caso agora entra no radar da fiscalização da Câmara. A principal cobrança é objetiva: quantas ambulâncias estão realmente disponíveis para atender a população de Parauapebas e quantas permanecem paradas?
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