Setembro Amarelo: tristeza e outros sinais de sofrimento emocional
Isolamento, perda de interesse por atividades, alterações no sono ou apetite, irritabilidade e desesperança podem ser sinais de que algo não vai be...
03/09/2026 20h21
Por: RedaçãoFonte: Agência Belém
Durante a campanha Setembro Amarelo, de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) reforça quereconhecer mudanças de comportamento é um passo importante para o autocuidado. Falar sobresaúde mental de forma responsável, oferecer umaescuta acolhedorae sem julgamentos e conhecer os serviços disponíveis na rede de saúde podemajudar pessoas em sofrimento a encontrar apoio.
Cuidado que acolhe
Em Belém, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferecediferentes possibilidades de cuidado em saúde mental. A população que procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS), encontra uma das portas de entrada para o atendimento, onde é realizado o acolhimento e aavaliação das necessidadesapresentadas.
A partir dessa avaliação, a equipe acompanha o caso na Atenção Primária à Saúde ou, quando identificada a necessidade de atendimento especializado, articula o cuidado com outros serviços da rede, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Os locais oferecemgrupos terapêuticos, cinema, oficinas de arte, lanches coletivos, entre outras atividades.
O atendimento é realizado porequipes multiprofissionaise considera as necessidades e o contexto de vida de cada pessoa, buscando garantircuidado integral e contínuo,fortalecer vínculos e promover autonomia e qualidade de vida.
É o caso do Marcelo Mesquita, usuário do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), que encontrou no atendimento profissional um espaço de escuta e apoio durante umperíodo de sofrimento.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Por que falar sobre saúde mental?
Alguns transtornos mentais, como o transtorno depressivo maior e o transtorno bipolar, estão associados a um maiorrisco de comportamentosuicida, especialmente em períodos de maior intensidade dos sintomas. No entanto, o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial e não pode ser explicado apenas pela presença de um transtorno mental. Fatoresindividuais, familiares, sociaise relacionados ao contexto de vida também podem estar envolvidos.
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Por isso, mudanças persistentes no comportamento,isolamento, desesperança, sofrimento emocional intenso ou falas relacionadas à mortee ao desejo de não vivernão devem ser ignorados. Nessas situações, oferecer escuta e acolhimento e incentivar a busca por apoio profissional são atitudes importantes.
Crédito: Érica Lobato
Foto: Reprodução/Agência Belém
Atenção aos sinais
Crédito: Giordano Bruno
De acordo com a gerente do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), Carolina Pinheiro,alguns sinais merecem atenção, principalmente quando persistem e começam a interferir na rotina.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Familiares, amigos, colegas de trabalhoe outras pessoas próximas também podem contribuir paraperceber mudanças e incentivara busca por atendimento. Escutar sem julgamentos e demonstrar disponibilidade são atitudes importantes diante de alguém em sofrimento.
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Foto: Reprodução/Agência Belém
Onde buscar ajuda
Em casos de necessidade de acolhimento, orientação, avaliação e acolhimento em saúde mental em Belém, a população podeprocurar uma Unidade Básica de Saúde(UBS) mais próxima para consulta e encaminhamento para outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial, de acordo com o que for identificado no usuário.
Em situações decrise ou risco imediato, é importante procurar oserviço de urgência e emergência mais próximo ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(Samu), pelo número192.
O Setembro Amarelo amplia o debate sobre saúde mental e reforça que o cuidado começa também pela atenção aos sinais, pela escuta e pelo acolhimento. Reconhecer o sofrimento e procurar ajuda profissional são passos importantes para quem precisa de cuidado.
Unidades para apoio
Unidades Básicas de Saúde (UBSs): acolhimento, orientação e avaliação inicial.
Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): acompanhamento especializado em saúde mental, conforme a necessidade de cada usuário.
Situações de urgência e emergência: procurar o serviço de emergência mais próximo ou acionar o Samu, pelo 192. Em situações que demandem atendimento do Corpo de Bombeiros, o número é 193.