Justiça INVESTIGAÇÃO
STF autoriza PF a acessar investigação sobre produtora de filme de Bolsonaro
Decisão de Flávio Dino permite que Polícia Federal utilize informações apreendidas em operação que apura contratos da produtora com a Prefeitura de São Paulo
25/08/2026 12h36 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (24) que a Polícia Federal tenha acesso a informações reunidas pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação envolvendo a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A autorização atende a um pedido da própria Polícia Federal, que pretende utilizar elementos obtidos durante uma operação realizada em junho para aprofundar uma investigação que tramita no Supremo. A apuração conduzida pela Polícia Civil paulista envolve contratos firmados entre a produtora e a Prefeitura de São Paulo.

O caso ganhou uma dimensão política e financeira maior por causa da ligação da produtora com o Instituto Conhecer Brasil, entidade que recebeu R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP).

Os recursos estão no centro de uma investigação relatada por Flávio Dino no STF. A apuração foi aberta após uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que levantou questionamentos sobre uma possível utilização dos recursos públicos em finalidade diferente daquela prevista.

Com a autorização concedida pelo ministro, a Polícia Federal poderá acessar informações relacionadas à investigação estadual e avaliar se os elementos encontrados podem contribuir para esclarecer a destinação dos recursos e eventuais conexões com o inquérito que tramita no Supremo.

A produção de Dark Horse também passou a ser alvo de atenção depois da divulgação de uma conversa na qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado recursos ao empresário e ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações da produção cinematográfica.

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O episódio provocou repercussão política e levantou novos questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados no projeto. Flávio Bolsonaro, porém, negou qualquer irregularidade e afirmou que os valores mencionados teriam origem privada.

Até o momento, a existência das investigações e da autorização judicial não significa que os envolvidos tenham sido considerados culpados ou que tenha sido comprovado desvio de recursos. As apurações ainda buscam esclarecer os fatos, a origem e a destinação dos valores e eventual existência de irregularidades.

A decisão de Flávio Dino representa, portanto, mais um passo na investigação que busca cruzar informações de diferentes procedimentos. Dados obtidos pela Polícia Civil paulista poderão agora ser analisados pela Polícia Federal dentro do contexto da apuração que tramita no STF.

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O caso reúne política, recursos públicos, produção cinematográfica e investigações policiais, colocando a produção do filme sobre Bolsonaro novamente no centro do debate nacional.

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