O Governo do Pará decidiu antecipar a preparação para um cenário climático que pode ficar mais severo nos próximos meses. Diante das projeções relacionadas ao El Niño, o Estado entrou em alerta preventivo para os possíveis impactos provocados pela redução das chuvas, estiagem, temperaturas elevadas e aumento do risco de queimadas.
A preocupação chega em um período especialmente delicado para o Pará. Dados da própria Defesa Civil estadual já apontavam, nos últimos dias, alerta de estiagem com grau de severidade muito alto, além de alertas de baixa umidade.
O cenário preocupa principalmente as regiões do sul e sudeste paraenses, historicamente mais vulneráveis durante o período de seca. Boletim climático da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará aponta que, entre junho e agosto, ocorre forte redução das chuvas no centro-sul do Estado, acompanhada por aumento das temperaturas e queda da umidade relativa do ar, criando condições favoráveis à propagação do fogo.
A preocupação não se resume ao calor. Com a vegetação mais seca e a menor disponibilidade de água, cresce o risco de incêndios florestais de grandes proporções, além de possíveis impactos sobre comunidades, atividades rurais, abastecimento e qualidade do ar.
O alerta preventivo ocorre em meio a uma preocupação que já mobiliza outros estados da Amazônia. O governo federal também vem articulando ações com os estados para enfrentar os possíveis efeitos de um El Niño extraforte, incluindo a previsão de uma temporada mais difícil de combate aos incêndios.
No Pará, a estrutura de monitoramento já acompanha os indicadores meteorológicos, hidrológicos e os focos de calor. A Defesa Civil estadual mantém uma série de alertas e boletins específicos sobre estiagem, baixa umidade, condições hidrometeorológicas e queimadas.
Para a população, o momento exige atenção redobrada. O período de estiagem favorece a rápida propagação das chamas e aumenta os riscos provocados pela fumaça, principalmente em áreas próximas a regiões urbanas e comunidades rurais.
A orientação é evitar queimadas, utilizar a água de maneira consciente e acompanhar os comunicados oficiais das autoridades. Em caso de incêndios, a recomendação é não tentar combater o fogo sozinho quando houver risco à segurança.
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