Direitos Humanos POLÍCIA
Adolescente investigado por matar gatos em Marabá é apreendido após decisão judicial
Jovem de 15 anos é suspeito de transmitir atos de crueldade contra animais pela internet; Polícia Civil também apura possível participação de outras pessoas no esquema
24/06/2026 13h26
Por: Redação

A Polícia Civil do Pará cumpriu, na tarde desta terça-feira (23), um mandado judicial de busca e apreensão contra o adolescente de 15 anos investigado por praticar maus-tratos, tortura e morte de gatos em Marabá, no sudeste do Estado. A medida foi autorizada pelo Juizado da Infância e Juventude após representação apresentada pelas autoridades policiais diante da gravidade dos fatos apurados.

O caso ganhou repercussão nacional nos últimos dias após a divulgação de informações indicando que os atos de crueldade eram registrados e transmitidos em plataformas digitais fechadas, com indícios de que espectadores poderiam incentivar ou até financiar as práticas. Segundo a Polícia Civil, o adolescente utilizava o pseudônimo "Dylan" em grupos virtuais e confessou participação em pelo menos três episódios envolvendo a morte de gatos entre os meses de janeiro e abril deste ano.

A apreensão ocorreu durante a Operação Ultimato, deflagrada pela Polícia Civil de Marabá, após o Poder Judiciário entender pela necessidade da internação provisória do adolescente, considerando a repercussão do caso, a necessidade de preservação da ordem pública e a continuidade das investigações.

As apurações conduzidas pela Unidade Integrada de Segurança Pública (Uisp) do Núcleo São Félix apontam que o investigado admitiu ter praticado atos de extrema violência contra os animais. As autoridades afirmam possuir elementos que comprovam a materialidade dos fatos, incluindo registros digitais e depoimentos colhidos ao longo do inquérito.

Outro ponto que chama a atenção dos investigadores é a possibilidade de existência de uma rede de usuários que acompanhava as transmissões pela internet. A Polícia Civil trabalha na análise de equipamentos eletrônicos apreendidos para identificar eventuais participantes, incentivadores ou financiadores das práticas criminosas.

O caso provocou forte reação de entidades de proteção animal, moradores de Marabá e internautas em todo o país, que cobram medidas rigorosas dentro dos limites estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Especialistas destacam que episódios de crueldade contra animais podem indicar a necessidade de avaliação psicossocial e acompanhamento especializado, sobretudo quando associados ao ambiente virtual e à exposição reiterada à violência.

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Por envolver um adolescente, o processo tramita sob sigilo judicial. As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil não descarta novas medidas para responsabilizar outras pessoas que possam ter colaborado direta ou indiretamente com os atos investigados.

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