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Governo do Pará e Ministério do Desenvolvimento Social lançam nova modalidade do PAA voltada a unidades de conservação
Iniciativa pioneira busca fortalecer a segurança alimentar de comunidades tradicionais da Amazônia, promovendo a geração de renda combinada à prese...
19/06/2026 17h06
Por: Redação Fonte: Secom Pará

O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), lançaram, nesta sexta-feira (19), em Belém, uma nova modalidade do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) voltada às populações que vivem em unidades de conservação da Amazônia.

A iniciativa beneficiará pescadores artesanais, marisqueiros, extrativistas, ribeirinhos e agricultores familiares, ampliando o acesso dessas comunidades aos mercados institucionais e fortalecendo a segurança alimentar na região.

A nova modalidade é destinada às famílias que vivem e produzem em áreas protegidas administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), incentivando a comercialização sustentável dos alimentos produzidos nesses territórios e conciliando geração de renda, conservação ambiental e desenvolvimento local.

O evento reuniu representantes do MDS, gestores estaduais e municipais, coordenadores de unidades de conservação e trabalhadores das comunidades beneficiadas. A programação incluiu orientações técnicas e a troca de experiências entre estados que já executam a iniciativa.

Agricultora do município de Augusto Corrêa, no Nordeste paraense, Deidiane Brito representou os produtores de sua comunidade e destacou a importância do programa. “É muito gratificante participar deste momento e representar os agricultores. Produzimos alimentos e saber que eles chegarão às pessoas que mais precisam nos dá ainda mais motivação. Esse projeto beneficia tanto os produtores quanto as famílias em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

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Representantes do Acre e do Amazonas compartilharam experiências para contribuir com a implantação da política pública no Pará, apresentando estratégias para ampliar o alcance do programa junto às comunidades tradicionais.

A diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da Seaster, Nazaré Costa, ressaltou que a iniciativa fortalece a inclusão produtiva das populações amazônicas. “O PAA fortalece quem vive e produz na Amazônia, garantindo renda para as famílias e alimentos de qualidade para quem mais precisa. Estamos construindo um modelo que respeita as especificidades dos territórios e valoriza os conhecimentos tradicionais das comunidades”, disse.

O secretário da Seaster, Inocencio Gasparim, destacou o compromisso do Estado em garantir oportunidades e melhores condições de vida para as famílias que vivem nas unidades de conservação

Para o secretário da Seaster, Inocêncio Gasparim, a nova modalidade amplia o alcance das políticas públicas voltadas às populações que contribuem para a preservação ambiental. “Esta modalidade do PAA reconhece a importância das comunidades que vivem nas unidades de conservação. São homens e mulheres que ajudam a preservar a floresta e a fortalecer a economia local. Nosso compromisso é garantir mais oportunidades, acesso a direitos e melhores condições de vida para essas famílias”, destacou.

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Gerente de projetos do MDS, Márcia Muchagata enfatizou a expansão do programa em todo o país e o papel estratégico dos municípios na execução das ações. “O programa cresceu significativamente nos últimos anos e hoje está presente em mais de mil municípios. As prefeituras têm papel fundamental para fortalecer a produção, ampliar o acesso aos alimentos e promover a segurança alimentar da população”, afirmou.

Durante o encontro, também foram debatidos temas como mudanças climáticas, bioeconomia, participação das mulheres nas políticas públicas e estratégias para fortalecer a segurança alimentar nos territórios amazônicos.

A expectativa é que a nova modalidade do PAA fortaleça a produção sustentável nas unidades de conservação, ampliando oportunidades para as comunidades tradicionais e contribuindo para a preservação dos recursos naturais da Amazônia.