Geral CONSERVAÇÃO
Ideflor-Bio fortalece conservação do boto-cinza e capacita comunidade para o ecoturismo
Entre os produtos gerados pela iniciativa está o guia “Bora Ver o Boto? Opção de Ecoturismo na APA de Algodoal-Maiandeua
18/06/2026 16h06
Por: Redação Fonte: Secom Pará

A conservação do boto-cinza ganhou um importante reforço na Área de Proteção Ambiental (APA) de Algodoal-Maiandeua, em Maracanã, na região nordeste paraense. O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) apresentou os resultados do Projeto de Monitoramento e Captura Acidental do Boto-Cinza, desenvolvido desde 2021 pela equipe da Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBio) e promoveu ações de capacitação voltadas aos moradores da região e à comunidade escolar.

Entre os produtos gerados pela iniciativa está o guia “Bora Ver o Boto? Opção de Ecoturismo na APA de Algodoal-Maiandeua”. A publicação reúne informações sobre os pontos de aparição da espécie e busca incentivar o turismo comunitário, transformando o avistamento do boto-cinza em mais uma alternativa sustentável para os visitantes da ilha.

Durante a programação, realizada em parceria com a Gerência da Região Administrativa do Nordeste (GRNE), 21 moradores da APA participaram de um treinamento com atividades teóricas e práticas sobre a biologia e conservação da espécie, legislação ambiental, segurança na condução de turistas e estratégias para o desenvolvimento do ecoturismo ordenado. Os participantes também foram levados aos locais de ocorrência do boto-cinza, em uma experiência voltada à formação de futuros condutores turísticos e guardiões da espécie.

A iniciativa possui o objetivo fortalecer a participação das comunidades tradicionais na conservação do mamífero aquático, atualmente ameaçado pela captura acidental na região do Salgado paraense, além de gerar novas oportunidades de renda por meio do turismo sustentável feito pelos próprios moradores, agora instruídos de forma técnica sobre o assunto.

Trabalho em prol do Meio Ambiente

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A gerente de Biodiversidade do Ideflor-Bio, Mônica Furtado, evidenciou o esforço colocado durante o desenvolvimento do projeto. “O lançamento do guia e esse treinamento de avistamento que os moradores receberam, além de ser um resultado, é um produto que foi gerado durante esses anos de projeto”, enfatizou.

Mônica reforçou, ainda, o papel das unidades de conservação no fortalecimento da cultura e economia local. “As unidades de conservação do Pará são fortes espaços de atração turística e isso fortalece o turismo, o ecoturismo, as comunidades, os moradores, gera renda. É importante para a economia toda do local e do seu desenvolvimento”, enfatiza.

Por fim, a gerente reforçou o papel do turista como preservador dos ambientes que visita. “É importante também que o turista tenha a consciência e sensibilização de, enquanto ele está ali visitando o local, tendo as experiências de lazer, de cultura, natureza e outros atrativos, saber valorizar e nos ajudar a conservar tanto o ambiente em si, quanto os ecossistemas”, completa Mônica Furtado.

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Educação Ambiental -As ações também contemplaram a educação ambiental, com estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Lourdes Ferreira recebendo a cartilha “Boto-cinza: Vamos Invadir a Sua Praia”, em uma atividade voltada à conscientização sobre a importância da preservação da espécie e dos ecossistemas costeiros.

A programação contou com o apoio da Diretoria de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação (DGMUC), da GRNE e de colaboradores e moradores da APA de Algodoal-Maiandeua, reforçando a união entre poder público e comunidade em favor da biodiversidade paraense.

Texto: Lui Sousa com a supervisão de Vinícius Leal (Ascom/Ideflor-Bio)