Geral CONSERVAÇÃO
Projeto Quelônios do Araguaia devolve mais de 3 mil animais ao rio e fortalece preservação da biodiversidade
Ação realizada em São Geraldo do Araguaia e Xambioá reuniu instituições parceiras, comunidades e estudantes em atividades de educação ambiental e c...
16/06/2026 21h16
Por: Redação Fonte: Secom Pará

O Rio Araguaia ganhou um importante reforço para a preservação da biodiversidade com a soltura de mais de 3 mil quelônios nos municípios de São Geraldo do Araguaia (PA) e Xambioá (TO). A ação integrou a programação do Projeto Quelônios do Araguaia, que há 13 anos atua na proteção de tartarugas e tracajás na região, promovendo a recuperação das populações dessas espécies e fortalecendo a conscientização ambiental entre comunidades ribeirinhas, estudantes e moradores locais.

A iniciativa é resultado da parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência da Região Administrativa do Araguaia (GRA), e o Instituto Ambiental Xambioá (IAX), idealizador do projeto.

As atividades foram realizadas na comunidade Ilha de Campo, em Santa Cruz, e na sede do IAX. A programação incluiu palestras ambientais, distribuição de kits de colorir com temática ecológica, atividades recreativas para crianças e a doação de cestas básicas às comunidades participantes.

Trabalho fortalece a recuperação das espécies

Ao longo de mais de uma década, o Projeto Quelônios do Araguaia consolidou uma rede de proteção às espécies nativas da região. O trabalho começa durante o período reprodutivo, com a identificação e proteção dos ninhos nas praias do rio.

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Após a eclosão dos ovos, os filhotes são encaminhados ao instituto, onde permanecem sob cuidados especializados por cerca de seis meses. Durante esse período, recebem alimentação e manejo adequado para aumentar as chances de sobrevivência antes de serem devolvidos ao ambiente natural.

Fundador e presidente do Instituto Ambiental Xambioá, Alípio Murici destacou que a iniciativa surgiu da necessidade de recuperar populações de quelônios que sofreram forte pressão ao longo das últimas décadas.

“Esse é um elo importantíssimo da nossa biodiversidade. Há muitos anos essas espécies chegaram perto da extinção em nossa região. Hoje, ao devolvermos mais de três mil tartarugas e tracajás ao rio, encerramos mais um ciclo de preservação e reforçamos o trabalho de conscientização junto às comunidades, pescadores e estudantes”, afirmou.

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Parceria amplia ações de conservação e educação ambiental

A gerente da Região Administrativa do Araguaia do Ideflor-Bio, Laís Mercedes, ressaltou a importância da parceria construída ao longo dos anos e os resultados alcançados para a conservação ambiental.

Segundo ela, o Instituto apoia o projeto há mais de seis anos, contribuindo para fortalecer as ações de proteção dos quelônios e de educação ambiental na região.

“Estamos devolvendo mais de três mil espécies ao seu habitat natural, resultado de um trabalho coletivo que envolve instituições públicas, empresas, comunidades e voluntários. Além da soltura, realizamos atividades educativas para conscientizar crianças e moradores sobre a importância dessas espécies para o ecossistema do Rio Araguaia”, destacou.

Mobilização reúne instituições e comunidade

O evento contou com a participação de representantes do Ministério Público, das prefeituras de São Geraldo do Araguaia e Xambioá, das secretarias municipais de Meio Ambiente e Educação, além de patrocinadores e apoiadores como Masterboi, CALMAP e Votorantim.

Presente na ação, o vereador Douglas Costa enfatizou a importância do projeto para a preservação ambiental e para as futuras gerações.

“É uma grande satisfação acompanhar mais uma etapa desse projeto, que começa com a coleta dos ovos e culmina com a devolução dessas espécies ao Rio Araguaia. Esse trabalho garante a preservação dos quelônios e contribui para que as futuras gerações continuem convivendo com uma das riquezas naturais mais importantes da nossa região”, afirmou.

A iniciativa reforça o compromisso das instituições parceiras com a conservação da biodiversidade amazônica e com a promoção de ações que unem proteção ambiental, educação e participação comunitária.