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Investimentos do Estado ampliam acesso à cultura e fortalecem o audiovisual paraense
Cine Alexandrino Moreira, no espaço Casa das Artes, em Belém, sala Paulo Miranda, no Museu do Marajó, e Cine Líbero Luxardo receberam melhorias par...
04/06/2026 08h06
Por: Redação Fonte: Secom Pará

O Governo do Pará tem investido na readequação, modernização e ampliação de espaços culturais para fortalecer a democratização do acesso à cultura e impulsionar o desenvolvimento do audiovisual paraense. Entre as iniciativas estão as melhorias realizadas no Cine Alexandrino Moreira, na Casa das Artes, em Belém, na sala Paulo Miranda, no Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari, e no Cine Líbero Luxardo.

Há pouco mais de um mês, a Fundação Cultural do Pará (FCP) entregou o Cine Alexandrino Moreira, com capacidade para 68 pessoas e equipado com tecnologia de ponta. O espaço foi estruturado para fomentar a arte cinematográfica e contribuir para o aperfeiçoamento da produção cultural na Amazônia.

O investimento foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo (LPG), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult). A sala Paulo Miranda, instalada no Museu do Marajó, também recebeu recursos da LPG. “O Pará tem uma produção audiovisual muito rica e articulada. Avançar nesse segmento é um dos nossos objetivos. A sala Paulo Miranda, no Museu do Marajó, é muito simbólica por ser a primeira do município de Cachoeira do Arari e por levar o nome de um grande cineasta paraense. Paulo Miranda foi vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura e deixou um legado importante para o cinema do nosso estado. Trabalhamos para fortalecer o cinema com estrutura de qualidade em todo o Pará”, destacou o secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas.

Modernização e fortalecimento da rede de cinemas

Em 2023, após dez meses de obras, o Cine Líbero Luxardo foi entregue à população com melhorias estruturais que incluíram novo tratamento acústico, iluminação renovada na sala e nos corredores, novos pisos e pintura. O espaço passou a contar com 102 assentos e área destinada a Pessoas com Deficiência (PcD).

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Frequentadora do local há quatro anos, a estudante de Psicologia Giovanna Queiroz, de 20 anos, destaca a importância do cinema como um espaço de resistência cultural e de valorização da produção audiovisual. “Vejo o Líbero, principalmente, como um espaço de troca. É um ambiente em que encontramos pessoas que compartilham o mesmo amor pela cultura, pela arte e pelo cinema. Além do sentimento de pertencimento, também existe a oportunidade de descobrir novas obras e conhecer produções realizadas por pessoas da nossa região”, afirmou.

A coordenadora do Cine Líbero Luxardo, Nádia Alves, ressaltou que a criação do Circuito de Cinema da FCP e a entrega de novas salas fortalecem a formação de público e ampliam o acesso à produção cinematográfica. “Mais do que ampliar a oferta de sessões, esses espaços fortalecem o acesso gratuito ou popular ao cinema de qualidade, estimulam o pensamento crítico, incentivam a produção audiovisual amazônica e aproximam diferentes públicos de obras nacionais, independentes e internacionais que muitas vezes não chegam ao circuito comercial.

A iniciativa também contribui para movimentar a cena cultural paraense, criando ambientes de convivência, debate e formação, especialmente para estudantes, pesquisadores, artistas e jovens realizadores”, destacou.

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Experiência cultural acessível

Há cerca de três anos frequentando o Cine Líbero Luxardo, Álvaro Mota, de 23 anos, recomenda a experiência para quem ainda não conhece o espaço. “É muito importante existir um local em que a arte do cinema seja acessível, com preços que permitam às pessoas assistir a filmes e apresentações culturais sem precisar, necessariamente, ir a um shopping. Minha experiência mais marcante foi o ‘Ghibli Fest’, que reuniu vários filmes do Studio Ghibli”, contou.

Os investimentos realizados pelo Governo do Estado reforçam a política de fortalecimento da cultura e do audiovisual paraense, ampliando o acesso da população a equipamentos culturais de qualidade e incentivando a valorização da produção regional.