Geral AÇÃO
Simulação de acidente de trânsito encerra Sipat com alerta a colaboradores do Hospital Público da Transamazônica
Ocorrências são responsáveis por grande parte das internações na unidade
01/06/2026 18h46
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Imagine a cena: você passa na rua e se depara com uma colisão entre motos. O acidente é tão violento que as duas pessoas que conduziam os veículos são arremessadas e batem com a cabeça no chão. Elas estão sem capacete, o que aumenta o trauma, e sangram bastante. A ambulância chega enquanto agentes de trânsito levantam as possíveis causas. Uma das vítimas, uma mulher de 40 anos, grita de dor, enquanto a outra, um homem de 45 anos, está desacordada.

No hospital, são identificadas múltiplas fraturas nos membros superiores e inferiores, além de traumatismo craniano. A necessidade de cirurgia é urgente. O homem apresenta estado ainda mais grave e aguarda leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Esta é uma história fictícia, mas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), de janeiro a maio deste ano, aconteceu de verdade e tirou a vida seis pessoas em graves acidentes registrados na rodovia Transamazônica, sudoeste do Pará.

Ação encerrou Semana Interna de Prevenção de Acidente de Trabalho

Os dois personagens do exemplo acima seguiam para o trabalho quando se envolveram na ocorrência. É o que as autoridades de trânsito chamam de “acidente de trajeto”. O tema virou aula prática no encerramento da Semana Interna de Prevenção de Acidente de Trabalho (Sipat), do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira.

O agente Aldeni Silva de Oliveira interpretou uma das vítimas. No evento, que encerrou na sexta-feira, 29 de maio, foi só ficção, mas ele já sentiu na pele as consequências de um acidente real. “Um cachorro passou na frente [da moto] e eu caí. É muito ruim a gente sofrer um acidente porque a vida para. É precisa estar muito atento para evitar”, conta o agente que teve de ser afastado do trabalho do Demutran.

A Sipat é uma ação fixa do calendário do HRPT. Ao longo de uma semana, levanta temas como saúde mental, direitos e deveres, práticas seguras e acidentes que podem ocasionar lesões leves, como um escorregão em piso molhado, até sérias sequelas, ou morte, a exemplo de um uma batida no trânsito. Essa, inclusive, é uma das principais causas de afastamento de trabalhadores no Brasil, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2024, 25% de todos os acidentes envolvendo colaboradores foi no trânsito, durante a ida ou a volta do serviço.

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Colaboradores acompanharam simulação que serve de alerta

O coordenador do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), do Hospital Regional da Transamazônica, Romero Oliveira, defende que a Sipat é fundamental para a compreensão da importância de manter um ambiente seguro, tanto na unidade quanto no deslocamento. “A gente tem a Cipa, que é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, um braço do SESMT, que tenta mitigar os riscos na instituição. E toda Cipa, que tem um ciclo de dois anos, encerra com esse evento. Eu espero que tenha servido para agregar conhecimento”, destaca.

A simulação de acidente é uma parceria com o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) e funciona como gatilho para despertar a atenção de colaboradores a práticas que no dia a dia, que a gente acaba deixando de lado, como respeitar a velocidade em vias sinalizadas e não furar o sinal vermelho. Carlos Alberto Rodrigues, responsável pela equipe do Demutran que esteve no HRPT para a simulação, explica que a ação é “para conscientizar todos os colaboradores, afinal, todos aqueles que venham a se envolver em sinistros é o Hospital Regional que recebe. E a gente não quer que um colaborador seja vítima atendida pelo próprio ambiente de trabalho”.

Acidente de trajeto está entre as principais causas de afastamento

No pátio do hospital, o Demutran realizou, junto com os colaboradores, voltas de moto que simulam o trajeto de casa para o trabalho. Algo parecido com o que se aprende na autoescola durante as aulas práticas de habilitação A, aquela que permite a condução de motocicletas. “A gente fez o que chama de ‘técnica de maneabilidade’ e todo mundo foi bem. Isso serve para treinar a direção defensiva de cada um, com condições do dia a dia, como um animal que atravessa a rua, um buraco, algum obstáculo que apareça”, detalha o representante do Demutran.

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Texto: Ascom/HRPT