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PCT Guamá é destaque na Fipa 2026 com tecnologias para a indústria
Startups e laboratórios levaram ao evento iniciativas em cibersegurança, monitoramento ambiental, biomateriais, energia e educação.
24/05/2026 13h47
Por: Redação Fonte: Secom Pará

O Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá foi destaque na Feira da Indústria do Pará (Fipa), realizada no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Startups e laboratórios instalados no complexo apresentaram iniciativas inovadoras durante o evento. Pesquisas, serviços e produtos voltados ao setor industrial fazem parte do portfólio do parque tecnológico da Amazônia.

Os atores do ecossistema participaram da feira no espaço da Fundação Guamá, Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) que faz a gestão do parque. “Não poderíamos deixar de estar aqui porque é uma oportunidade para que as empresas residentes do PCT mostrem seus produtos, e as pessoas conheçam que o parque é interessante, promissor, é um ecossistema que vai alavancar negócios, empresas”, reforçou João Weyl, diretor presidente da ICT.

Produtos e serviços inovadores

A empresa SEC365 estava entre os expositores e apresentou aos visitantes os serviços de cibersegurança. A empresa surgiu para atender a indústria, empresas e os órgãos públicos. “Nossa solução foi desenvolvida cem por cento na academia, é uma iniciativa que envolve um framework completo, caso a empresa venha sofrer um ataque cibernético, sofra invasões de hackers, vírus, exfiltração de informação, nossa empresa atua para proteger ou mostrar o ataque”, detalhou Allan Costa, CEO do negócio.

Pesquisadores do Laboratório de Simulação e Biologia Computacional levaram para o estande o projeto de monitoramento dos rios da Amazônia. “A pesquisa visa, através de parâmetros físico-químicos, informação de ph, temperatura, entender qual é a comunidade microbiana dos rios e como isso pode afetar a saúde animal e humana. A gente relaciona essas informações e consegue entender que tipo de contaminantes temos, e assim fazer com que essas informações cheguem aos órgãos de saúde para auxiliar nas tomadas de decisão”, explicou Valéria Alves, pesquisadora.

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As empresas Combinô e Texbi, residentes do PCT Guamá, que trabalham com moda circular e reaproveitamento de resíduos têxteis para produção de biomateriais, também estavam entre as iniciativas apresentadas na Fipa. Para Cleide Ornela, CEO das iniciativas, a economia circular só ocorre de forma efetiva através da colaboração entre empresas, indústria, tecnologia e sociedade. “Mais do que expor uma solução, é sobre abrir diálogos, criar pontes e mostrar que inovação, tecnologia e circularidade podem caminhar juntas no desenvolvimento da nossa região”, disse.

Capital intelectual para a indústria no Pará

As conexões no ambiente de inovação do Pará são pensadas de maneira estratégica e seguem diretrizes que impulsionam ideias, pesquisas e negócios. Aline Casemiro, gerente de inovação e propriedade intelectual da Fundação Guamá, explica que o ecossistema conta com um capital intelectual especializado para produzir conhecimento para a indústria local. “As universidades que a gente tem conexão têm muita proximidade com as grandes empresas que já operam em projetos de pesquisa e desenvolvimento com certa fluidez, o que estamos querendo é fomentar dentro do nosso ecossistema essa possibilidade também”, disse.

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Danilo Cosenza, diretor administrativo e financeiro da Fundação Guamá, destacou que a Fipa representa uma oportunidade de visibilidade para o parque tecnológico paraense. “É uma exposição dos residentes, de empresas e laboratório mostrar o que estão produzindo, para que a indústria conheça a inovação e iniciativas que existem dentro do parque”, afirmou.

Outro exemplo de inovação que pulsa no PCT Guamá e estava na feira é o Smart Click, tecnologia criada pela empresa residente Amazon Tech. O sistema permite acompanhar o consumo de energia e monitorar parâmetros como tensão e corrente em residências, estabelecimentos comerciais ou indústrias. Alex Alves, diretor comercial, destacou o apoio na divulgação do negócio. “A Fipa é mais um exemplo, uma oportunidade de mostrar uma tecnologia que foi desenvolvida no parque, para um público mais amplo”, declarou.

A startup Inteceleri levou para o espaço soluções voltadas para a educação e falou da importância de fazer parte do PCT Guamá. “Eu tive a oportunidade de começar meu negócio dentro do parque, auxiliado pela Fundação Guamá, e isso fez muita diferença, trouxe segurança, parceiros, abriu o mercado, é importante entender a potência que é esse ecossistema. O parque é referência na região porque nos dá esse no hall de converter ciência em produto que gera impacto", compartilhou Walter Junior, CEO da empresa.

Outros residentes que também estiveram na Fipa 2026 foram Amazon Rhiira, VisionBuilt3D, Composta Belém, S&L, Homci, Isaci, SIMBIC, Environ, Açaí Valley, EETEPA Celso Malcher; e o Labtecs. O programa Startup Pará, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), que oferece capacitação para empresas do PCT Guamá, também foi um dos expositores.