Segurança POLÍCIA
Vídeo mostra jovens com cabeças raspadas sendo humilhadas por traficantes em comunidade de São Gonçalo
Imagens que circulam nas redes sociais mostram garotas sendo obrigadas a desfilar pelas ruas enquanto repetem frases sob ameaça de criminosos armados
21/05/2026 09h40
Por: Redação
Crédito: Divulgação

Um vídeo que passou a circular nas redes sociais nesta quarta-feira (20) mostra duas jovens com as cabeças raspadas sendo obrigadas a caminhar pelas ruas de uma comunidade em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, sob escolta de traficantes armados.

Nas imagens, as garotas aparecem repetindo a frase: “Nunca mais vou dar golpe na favela”, enquanto percorrem vias da comunidade diante da presença dos criminosos. O caso gerou forte repercussão nas redes sociais devido ao teor de humilhação e violência praticado contra as jovens.

Segundo informações compartilhadas nas redes, as vítimas teriam sido submetidas a agressões e tortura antes da gravação do vídeo, incluindo o corte forçado dos cabelos. No entanto, as imagens divulgadas mostram apenas o momento em que elas são obrigadas a desfilar pelas ruas da comunidade.

Em um trecho da gravação, os traficantes interrompem a ação para repreender um morador que estaria com um veículo estacionado de forma irregular em uma das ruas da localidade, demonstrando o controle exercido pelos criminosos na área.

De acordo com relatos publicados nas redes sociais, o episódio ocorreu em uma comunidade de São Gonçalo. Até o momento, não foram divulgadas oficialmente as identidades das vítimas nem dos suspeitos envolvidos na ação criminosa.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

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O episódio reacende o debate sobre a atuação de facções criminosas em comunidades dominadas pelo tráfico e os chamados “tribunais do crime”, prática ilegal em que criminosos impõem punições violentas e humilhantes a moradores sem qualquer respaldo legal.

Especialistas em segurança pública alertam que esse tipo de ação evidencia o avanço do poder paralelo em determinadas regiões e representa grave violação dos direitos humanos e da dignidade das vítimas.

 
 
 
 
 
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