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Grupo Cena Aberta apresenta espetáculo de comédia no Curro Velho em homenagem à atriz Zélia Amador
Apresentações ocorrem neste sábado e domingo, 16 e 17, com preços populares; montagem marca a transição de oficina para carreira profissional do el...
15/05/2026 15h18
Por: Redação Fonte: Secom Pará

O Núcleo de Oficinas Curro Velho recebe, neste sábado (16) e domingo (17), no Teatro do Núcleo, o espetáculo de comédia “O Médico à Força”. A peça será encenada às 20h no sábado e às 18h no domingo, com ingressos a 20 reais (inteira) e 10 reais (meia). A produção é baseada na obra "O Médico à Força", farsa escrita pelo dramaturgo francês Molière em 1666. O enredo acompanha um lenhador que, após uma disputa doméstica, torna-se alvo de uma vingança de sua esposa. Ela convence terceiros de que o marido é um médico brilhante que só admite a profissão após ser agredido fisicamente. A trama se desenvolve a partir dos diagnósticos improvisados do protagonista para manter o disfarce e evitar punições.

O espetáculo é uma homenagem à atriz e pesquisadora Zélia Amador de Deus, uma das fundadoras do Cena Aberta em 1974. A diretora da montagem, Margaret Refkalefsky, destacou que a produção marca uma mudança no trabalho desenvolvido na fundação. "A gente não é mais a oficina, agora assumimos o Cena Aberta com este espetáculo, entraram novas pessoas e estamos tentando fazer uma carreira, negociando com prefeituras para levar aos interiores e buscando pauta no Teatro Waldemar Henrique", explicou.

A peça utiliza o humor para tratar de temas sociais contemporâneos. De acordo com a direção, a escolha do gênero comédia permite abordar a necessidade de as mulheres criarem formas de proteção. Margaret reforçou a importância do suporte institucional para a viabilização do projeto. "Agradeço muito ao Curro Velho. Tivemos espaço para trabalhar, fazer oficina e ensaiar a peça. Tivemos tranquilidade para trabalhar sem correr com a pauta. Tivemos um apoio total", afirmou a diretora.

O Cena Aberta possui histórico de resistência política em Belém, tendo surgido durante o período da ditadura militar. Fundado por Luiz Otávio Barata, Margaret Refkalefsky, Walter Bandeira e Zélia Amador de Deus, o grupo produziu 23 espetáculos entre 1976 e 1991, pautando temas como censura, tortura e conflitos agrários. Após um hiato de mais de 30 anos, o coletivo retoma os palcos com este projeto premiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

A realização desta temporada no Curro Velho reafirma o papel da Fundação Cultural do Pará (FCP) como o principal órgão do estado responsável pela execução das políticas públicas de cultura do Pará. Ao ceder infraestrutura para grupos históricos e apoiar a transição de processos pedagógicos de oficinas para o mercado profissional, a FCP assegura a manutenção da memória artística e o fomento da produção teatral produzida na Amazônia.

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