Geral SAÚDE PÚBLICA
Pará participa de oficina nacional e fortalece estratégias para implantação do SUS Digital
Estados brasileiros se reúnem para debater diretrizes da saúde digital no SUS em oficina da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS)
12/05/2026 15h17
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Começou nesta terça-feira, em Curitiba (PR), a Oficina de Informática, Informação e Comunicação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), promovida pelo Ministério da Saúde com representantes de todos os Estados brasileiros. O Pará participa da programação com uma comitiva formada por sete profissionais integrantes do Comitê Estadual da RNDS, reforçando o compromisso com o fortalecimento da saúde digital e da integração de dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

A programação segue até a próxima quinta-feira (14) e tem como foco o alinhamento de estratégias para implementação do SUS Digital, além da discussão sobre monitoramento, avaliação em saúde pública, construção de painéis regionais e qualificação do uso das informações em saúde.

A RNDS é uma iniciativa do Ministério da Saúde que promove a articulação entre União, Estados e municípios para garantir o envio estruturado e em tempo oportuno dos dados em saúde. A proposta busca ampliar a interoperabilidade entre sistemas, fortalecer a gestão baseada em evidências e garantir continuidade do cuidado aos usuários do SUS, respeitando o histórico clínico do paciente em diferentes níveis de atendimento.

Durante a abertura do evento, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, destacou que a transformação digital vai além da tecnologia. “A RNDS hoje é uma política estruturante para o SUS. O objetivo não é apenas disponibilizar ferramentas tecnológicas, mas ampliar a capacidade analítica dos estados, qualificando a gestão e o cuidado em saúde a partir do uso estratégico dos dados”, afirmou.

Ana Estela também ressaltou o papel da comunicação dentro do processo de transformação digital. “A comunicação é parte estruturante da saúde digital. Quando aproximamos informação, gestão, profissionais e população, fortalecemos o SUS e ampliamos a capacidade de tomada de decisão baseada em evidências”, completou.

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Para Dayara Carvalho, coordenadora do SUS Digital na Sespa, a participação do Pará fortalece o processo de modernização da saúde pública no Estado. “Estamos avançando na construção de uma saúde cada vez mais conectada, integrada e centrada no cidadão. A RNDS permite transformar dados em inteligência para melhorar o planejamento, qualificar o atendimento e garantir mais eficiência na assistência à população”, destacou.

A oficina também debate a relação entre Tecnologia da Informação (TI) e Comunicação, entendendo que sistemas de informação eficientes são fundamentais para o funcionamento dos serviços de saúde e para a formulação de políticas públicas mais assertivas.

Segundo André Oliveira, coordenador de Tecnologia e Informática em Saúde da Sespa e representante do domínio informação e Informática na RNDS do Pará, a interoperabilidade entre os sistemas representa um avanço estratégico para o SUS. “Hoje discutimos não apenas tecnologia, mas governança, análise de dados e comunicação. A integração das informações fortalece a gestão e permite decisões mais rápidas e precisas em toda a rede de saúde”, afirmou.

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A economista Claudia Matos, assessora de gabinete da SAPS e titular do domínio Governança na Federalização da RNDS, ressaltou que a oficina reforça o caráter colaborativo da política nacional de saúde digital. “A federalização da RNDS amplia o protagonismo dos estados e fortalece a construção coletiva de soluções para a saúde pública. Esse processo garante mais autonomia, capacidade analítica e qualificação das informações utilizadas na gestão do SUS”, pontuou.

A última oficina nacional da RNDS ocorreu em Belém, em março deste ano, quando os estados receberam oficialmente acesso aos buckets da Rede Nacional de Dados em Saúde, ampliando a capacidade de análise e integração das informações em saúde em todo o país.

Com a iniciativa, o Brasil avança no fortalecimento da saúde digital e pode se tornar referência internacional em interoperabilidade e gestão estratégica de dados no setor público de saúde.

Texto: Caroliny Pinho / Ascom Sespa