A sessão da Câmara Municipal de Parauapebas foi marcada por cobranças duras da vereadora Erica Ribeiro (PSDB) contra a gestão do prefeito Aurélio Goiano. Em pauta, problemas que atingem diretamente a população: ruas deterioradas, falta de vagas em creches e o atraso na implantação da tão aguardada UTI Neonatal do Hospital Geral de Parauapebas (HGP).
As proposições apresentadas pela parlamentar foram aprovadas durante sessão ordinária e agora seguem para análise do Executivo Municipal. O tom adotado por Erica foi de forte cobrança e fiscalização sobre serviços considerados essenciais.
Uma das principais demandas levantadas pela vereadora foi a construção de uma creche no Complexo Altamira. Segundo Erica Ribeiro, a falta de vagas na educação infantil deixou de ser um problema isolado e já virou uma crise recorrente no município.
A parlamentar destacou que muitas mães enfrentam dificuldades para trabalhar por não conseguirem matricular os filhos em unidades públicas de ensino infantil.
“Garantir acesso à creche é garantir dignidade às famílias”, afirmou a vereadora ao defender a proposta.
A indicação apresentada busca pressionar o município a ampliar a estrutura educacional voltada à primeira infância, principalmente em regiões de crescimento populacional acelerado.
Na área de infraestrutura, Erica Ribeiro também subiu o tom. A vereadora pediu serviços urgentes de recapeamento e manutenção asfáltica em vias da primeira etapa do Bairro Cidade Jardim.
Segundo ela, o desgaste das ruas já compromete a mobilidade urbana, provoca prejuízos aos comerciantes e aumenta os transtornos diários enfrentados pelos moradores.
Além disso, a parlamentar apresentou requerimento cobrando informações detalhadas sobre iluminação pública, coleta de lixo, abastecimento de água, limpeza urbana, saneamento e infraestrutura no Bairro Céu Azul.
De acordo com Erica, moradores relatam abandono e precariedade na prestação de serviços básicos.
Mas foi na saúde que a cobrança ganhou maior peso político. Erica Ribeiro exigiu esclarecimentos sobre a não implantação da UTI Neonatal no Hospital Geral de Parauapebas, mesmo após mais de R$ 1,16 milhão já terem sido contratados para o atendimento neonatal no município.
A parlamentar questiona por que o serviço ainda não saiu do papel, apesar dos recursos já constarem em registros públicos.
“É preciso esclarecer por que recursos já aplicados não se transformaram em atendimento efetivo”, declarou.
O caso gera preocupação principalmente porque a ausência de UTI Neonatal obriga famílias a buscarem atendimento especializado em outros municípios, aumentando riscos para recém-nascidos em situação delicada.
As cobranças da vereadora aumentam a pressão política sobre a gestão municipal em um momento já marcado por críticas envolvendo infraestrutura, saúde e transparência administrativa.
A expectativa agora é que o Executivo apresente respostas oficiais aos requerimentos e esclareça os questionamentos levantados na Câmara.
Enquanto isso, cresce a insatisfação popular em diversos bairros da cidade, onde moradores seguem cobrando melhorias básicas e mais eficiência na aplicação dos recursos públicos.