Geral CAPACITAÇÃO
Formação continuada fortalece ensino na rede estadual do Pará com foco em práticas transformadoras
Ciclo reúne formadores de todo o Estado para ampliar a qualificação docente e fortalecer práticas pedagógicas alinhadas à realidade amazônica
22/04/2026 15h32
Por: Redação Fonte: Secom Pará

O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e da Secretaria-Adjunta de Educação Básica (Saeb), realiza, de 22 a 24 de abril, o Ciclo de Formação Continuada para Formadores, com o tema “Conhecimentos que Inspiram, Práticas que Transformam”. O evento reúne 157 formadores de diferentes regiões e tem como objetivo fortalecer a qualificação docente e ampliar o alcance das políticas educacionais nas escolas da rede pública estadual.

Organizado pela Diretoria de Formação (Difor), por meio da Coordenação de Formação dos Profissionais do Magistério e do Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica do Pará (Cefor), o evento ocorre de forma presencial, com abertura no auditório da Seduc e atividades distribuídas nas salas do Centro de Formação. A proposta é preparar formadores das quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, para atuarem como multiplicadores nas Diretorias Regionais de Ensino e nas escolas estaduais dos 144 municípios paraenses.

Secretário de Educação, Ricardo Sefer

Para o secretário de Estado de Educação, Ricardo Sefer, o alinhamento metodológico e o investimento na qualificação dos profissionais são fundamentais para os avanços da educação pública no Estado.

“Cada profissional que compõe a educação básica tem um papel fundamental nesse processo. Momentos de formação como este são essenciais para o avanço da educação no Estado. Hoje, temos a segurança de afirmar que somos, de fato, uma rede, com professores em todo o Pará atuando a partir de uma mesma linha metodológica e com acesso à formação. Esse trabalho já se reflete na melhoria dos nossos resultados em avaliações como o Saeb e o Sispae, o que nos deixa muito esperançosos com esse ciclo positivo que a educação pública paraense vem construindo”, destaca.

Durante a programação, os participantes têm acesso a conteúdos estratégicos voltados ao uso de materiais didáticos e ferramentas pedagógicas, como o Circuito Formativo do Ensino Médio na Amazônia Paraense, os Chromebooks do programa Conecta Educação, a BNCC Computação, além dos Cadernos de Recomposição das Aprendizagens e de Atividades Complementares.

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Secretário-adjunto de Educação básica, Júlio Meireles

O secretário-adjunto de Educação Básica, Júlio César Meireles, ressaltou os avanços na produção de materiais próprios e o fortalecimento da rede estadual, reforçando o papel dos profissionais da educação na transformação do ensino público no Pará.

“Essa formação é uma semente que vai se transformar em uma árvore frutífera. A transformação da educação pública no Pará passa diretamente por todos que estão aqui e pelos mais de 40 mil profissionais da nossa rede. Temos buscado novas estratégias para aproximar os materiais das avaliações e do processo de recomposição da aprendizagem, sempre com foco em resultados a médio e longo prazo. Desde 2024, iniciamos a produção de materiais próprios, avançamos em 2025 e agora estamos entregando esses conteúdos, também de forma impressa. Já avançamos muito, mas ainda estamos longe do ideal. Por isso, seguimos trabalhando para fortalecer as regionais, garantindo mais autonomia para que consigam atender melhor às suas realidades”, ressalta.

Durante a programação, também foi feita a apresentação do Circuito Formativo do Ensino Médio na Amazônia Paraense, que orienta práticas pedagógicas alinhadas às especificidades regionais, valorizando os saberes e as realidades locais. Ao longo dos três dias, os formadores participam de atividades por componente curricular, contemplando diferentes etapas da educação básica, do ensino Fundamental ao Médio.

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A professora de Geografia e Estudos Amazônicos, e formadora de ciências humanas, Maria Silva

A professora de Geografia e Estudos Amazônicos, e formadora de ciências humanas, Maria Silva, fala sobre a importância da formação continuada para fortalecer práticas pedagógicas conectadas à realidade amazônica, especialmente a partir da vivência com estudantes ribeirinhos.

"Esse tipo de formação continuada fortalece muito o nosso trabalho. Hoje, por exemplo, a discussão sobre currículo com identidade amazônica foi extremamente importante. Quando a gente passa a trabalhar a Amazônia paraense dentro do currículo, a gente permite que o aluno se reconheça no que está aprendendo. No caso do aluno ribeirinho, isso é fundamental, porque ele passa a entender o lugar dele no mundo, primeiro no contexto local, depois no nacional e até no global. Vejo que há uma preocupação real da Secretaria de Educação em construir esse currículo mais conectado com a nossa realidade. Isso faz toda a diferença na prática pedagógica porque fortalece esse olhar sensível para os territórios e para as vivências dos nossos estudantes", contou a professora.

A programação inclui ainda momentos integrados, como as formações conduzidas pela Coordenadoria de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica, com foco no uso de tecnologias educacionais e na implementação do referencial curricular de computação no estado.

Certificados -Durante o evento, foi apresentada uma nova etapa da política de formação continuada da rede estadual. As formações que já são realizadas nas escolas e nas Diretorias Regionais de Ensino agora poderão ser certificadas pela Seduc, independentemente da localização. As atividades devem ser cadastradas no AVACEFOR, plataforma digital do Cefor. Com a novidade, professores também poderão se cadastrar como formadores, ampliando a troca de experiências e garantindo certificação às ações desenvolvidas nas próprias escolas.

O ciclo reafirma o compromisso da Seduc com a valorização dos profissionais da educação e com a melhoria da qualidade do ensino público, ao investir na formação continuada como estratégia para transformar práticas pedagógicas e promover uma educação mais inclusiva, inovadora e conectada à realidade amazônica.

Texto de Amanda Castro / Ascom Seduc