Geral INICIATIVA
Gestão baseada em farmacoeconomia otimiza assistência no HRC nos últimos dois anos e qualifica atendimento
A estratégia tem associado redução de desperdícios, uso racional de medicamentos e segurança do paciente
15/04/2026 16h13
Por: Redação Fonte: Secom Pará

A estratégia de farmacoeconomia implantada no Hospital Regional de Castanhal (HRC) vem fortalecendo a assistência hospitalar ao integrar redução de desperdícios, uso racional de medicamentos e segurança do paciente.

Reflexo de planejamento, em 2024, de janeiro a dezembro, as iniciativas lideradas pela farmácia da unidade pouparam, exatamente, R$ 145.911,55 com destaque para o agendamento inteligente das sessões de quimioterapia (R$ 86.002,81) e intervenções farmacêuticas nas prescrições (R$ 59.908,74). Em 2025 no mesmo período, o fortalecimento dessas práticas elevou a economia para R$ 400.675,15 divididos entre a atuação dos farmacêuticos clínicos (R$ 136.614,10) e a eficiência do agendamento inteligente (R$ 264.061,05), gerando uma economia total de R$ 546.586,70 para a unidade. E atualmente, no ano de 2026, a unidade já registrou uma economia de R$ 42.315,24 referente ao mês de janeiro e fevereiro.

Segundo a farmacêutica clínica, Wainna Barroso, a farmacoeconomia centrada no paciente está diretamente relacionada à geração de economicidade por meio de intervenções farmacêuticas que priorizam a efetividade clínica e a sustentabilidade do sistema público de saúde. “Nosso foco é sempre o paciente. A economia é uma consequência de práticas seguras e adequadas, que respeitam a necessidade clínica e garantem a qualidade do tratamento”, destaca.

A atuação ocorre em duas frentes principais. A primeira, na oncologia, o chamado “agendamento inteligente” organiza pacientes que utilizam o mesmo quimioterápico em um mesmo dia ou em datas próximas, permitindo o melhor aproveitamento dos frascos e, desta forme, reduzindo desperdícios.

Na farmácia clínica, uma equipe composta por quatro farmacêuticos realiza a análise diária de todas as prescrições médicas dos pacientes internados. Entre as principais intervenções estão a substituição por medicamentos com a mesma eficácia e menor custo, a conversão da via endovenosa para a via oral quando possível e a correção de duplicidades terapêuticas.

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Todas as intervenções são registradas no sistema NoHarm, que calcula automaticamente o impacto financeiro com base no valor médio dos medicamentos. Para a diretora hospitalar, Patrícia Hermes, mais do que a economia, “a estratégia reforça o compromisso a uma assistência responsável e eficiente. A adoção de práticas baseadas em evidências permite oferecer tratamentos eficazes e acessíveis, assegurando o uso racional e eficiente dos recursos públicos”, afirma.