Geral APRENDIZAGEM
Parque do Utinga fortalece educação ambiental de estudantes da rede pública
Unidade de conservação recebeu mais de mil alunos em visitas pedagógicas, que educam e aproximam crianças e jovens da biodiversidade amazônica
15/04/2026 11h36
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Estudantes têm verdadeiras aulas de educação ambiental a céu aberto no Parque Estadual do Utinga, em Belém

O Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna tem se consolidado como um dos principais espaços de educação ambiental da Região Metropolitana de Belém. Em 2025, a unidade de conservação recebeu cerca de 1,2 mil alunos de 35 escolas das redes municipal, estadual e de programas socioeducativos. As visitas, realizadas com o acompanhamento de técnicos, condutores habilitados e voluntários do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), reforçam o papel do local como sala de aula a céu aberto, aproximando crianças e jovens da biodiversidade amazônica.

As ações educativas contemplam escolas que participam de visitas técnico-pedagógicas organizadas, e instituições que buscam o Parque de forma autônoma, sem a mediação direta dos condutores. Mesmo diante dessa diversidade de formatos, a proposta central permaneceu a mesma: promover vivências que estimulem o conhecimento, o pertencimento e a responsabilidade ambiental, por meio do contato direto com a natureza e com as práticas de conservação desenvolvidas na unidade de conservação.

Equipes do Ideflor-Bio recebem os estudantes para que eles conheçam mais sobre a biodiversidade amazônica

Entre os destaques do ano passado, está a visita de 45 alunos e 10 professores da Escola Municipal Santo Amaro, do município de Marituba, na Grande Belém. Eles participaram de uma programação especial no Parque Estadual do Utinga e no Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas, realizado na área da unidade. A atividade permitiu aos estudantes conhecerem de perto o trabalho de preservação da espécie símbolo da fauna amazônica e compreendessem os desafios envolvidos na proteção da biodiversidade.

Outro grupo formado por jovens atendidos pelo Programa de Aprendizagem da Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), também visitou o Parque como parte de um processo de formação cidadã e socioambiental. A iniciativa reforçou a importância do Parque Estadual do Utinga como espaço inclusivo, capaz de dialogar com diferentes públicos e realidades sociais, utilizando a educação ambiental como ferramenta de transformação.

No Parque Estadual do Utinga, crianças e adolescentes descobrem as trilhas e os ecossistemas locais

Também participaram das atividades estudantes da Escola Estadual Visconde de Souza Franco, ampliando o alcance das ações educativas junto à rede estadual de ensino. Durante as visitas, os alunos tiveram contato com trilhas interpretativas, informações sobre os ecossistemas locais, além de orientações sobre a importância do parque para a segurança hídrica e o equilíbrio ambiental da capital paraense.

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Aprendizagem -Para a coordenadora do Departamento de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação (Semed), professora Iramar Alves, as experiências vivenciadas no Parque têm impacto positivo direto na formação dos estudantes.

“Essa experiência foi extremamente enriquecedora para nossos alunos, pois possibilitou que eles aprendessem, na prática, sobre a importância da conservação da fauna e da flora amazônicas. Visitar o Parque Estadual do Utinga e conhecer de perto o trabalho desenvolvido no Projeto Ararajubas despertou neles um sentimento de pertencimento e de responsabilidade com o meio ambiente. É fundamental que a educação ambiental esteja presente nas vivências escolares, para que nossas crianças e jovens se tornem cidadãos mais conscientes e comprometidos com a preservação da natureza”, destacou a professora Iramar.

A analista ambiental do Ideflor-Bio, Deiliany Oliveira, observa que as visitas escolares vão além do caráter recreativo. “As visitas das escolas ao Parque Estadual do Utinga são fundamentais para aproximar crianças e jovens da nossa unidade de conservação. Quando os alunos têm a oportunidade de vivenciar o parque, entender sua biodiversidade, sua história e sua importância ecológica, eles desenvolvem uma relação mais responsável com o meio ambiente".

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Essas visitas pedagógicas não são apenas um passeio; elas são um instrumento de educação ambiental. Aqui, os estudantes conseguem observar na prática conceitos que aprendem em sala de aula e compreender como suas atitudes influenciam diretamente na conservação dos nossos recursos naturais”, afirmou a analista do Idefor-Bio.

Agentes multiplicadores -Deiliany também ressalta o efeito multiplicador das ações. “O mais importante é que esses alunos se tornam multiplicadores. Eles levam esse conhecimento para casa, para a família e para a comunidade, ajudando a fortalecer a cultura de preservação ambiental”, completou, ao destacar o impacto social das atividades desenvolvidas no parque ao longo do ano.

O gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, reforça que o balanço é positivo e atribui o resultado ao trabalho integrado. “O Parque Estadual do Utinga cumpre uma função estratégica na educação ambiental da nossa região. Receber mais de mil estudantes em um único ano demonstra que estamos no caminho certo, fortalecendo parcerias com escolas, professores e instituições. Nosso objetivo é garantir que cada visita seja uma experiência transformadora, que desperte o cuidado com o meio ambiente e o entendimento sobre o papel das unidades de conservação na qualidade de vida da população”, afirmou.

Voluntariado -Um dos pilares que contribuíram para ampliar e qualificar o atendimento aos estudantes foi o Programa de Voluntariado do Parque Estadual do Utinga, lançado em 2025 pelo Ideflor-Bio. A iniciativa promoveu a acolhida dos primeiros voluntários, com foco em educação ambiental e uso público, integrando estudantes e profissionais de áreas como biologia, pedagogia, turismo e ciências naturais ao atendimento de visitantes, especialmente alunos da rede pública.

Com atuação prevista entre setembro de 2025 e setembro de 2026, o programa fortalece o diálogo entre gestão pública e sociedade civil, ampliando a capacidade educativa do parque. Para a voluntária Sophia Borges, a experiência representa um compromisso com o futuro. “Ser voluntária no Parque Estadual do Utinga é mais do que uma experiência; é um compromisso com a natureza e com as futuras gerações. A educação ambiental é uma ferramenta poderosa para despertar nas pessoas o cuidado e o respeito pela biodiversidade amazônica”, afirmou.