Geral SAÚDE
Abril Marrom reforça prevenção à cegueira e destaca reabilitação visual no CIIR
Com mais de 1,2 mil consultas oftalmológicas realizadas em 2026, Centro promove cuidado multiprofissional, diagnóstico precoce e mais autonomia par...
10/04/2026 16h33
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Usuária nas terapias do serviço de oftalmologia do CIIR

A campanha nacional do Abril Marrom, dedicada à prevenção da cegueira e de doenças oftalmológicas, reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular para a promoção da saúde visual. No Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, o cuidado é voltado também à reabilitação de pessoas com baixa visão e cegueira, contemplando desde crianças até idosos. Somente este ano, a assistência oferecida já garantiu a realização de 1.232 consultas oftalmológicas e 131 exames de mapeamento de retina.

Com uma abordagem multiprofissional, a instituição oferece avaliação oftalmológica especializada e encaminhamentos individualizados, conforme o grau de comprometimento visual — que pode variar de baixa visão leve à perda total da visão. A partir desse diagnóstico, são indicados recursos como auxílios ópticos e orientações de mobilidade, promovendo mais autonomia, segurança e qualidade de vida aos usuários com deficiência visual atendidos no Centro de Reabilitação.

Para a médica oftalmologista do Centro de Reabilitação, Maria Maeve Vasconcelos Born Muniz, o Abril Marrom reforça a importância da prevenção como principal estratégia para reduzir os casos de deficiência visual. Segundo ela, o acompanhamento oftalmológico regular, desde o nascimento até a terceira idade, é fundamental para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de doenças que podem comprometer a visão, contribuindo diretamente para melhores prognósticos e qualidade de vida.

“A reabilitação visual no CIIR é pautada em um cuidado individualizado, que considera o grau de comprometimento visual de cada paciente e suas necessidades específicas, com o objetivo de promover autonomia, qualidade de vida e reinserção social. Por meio de uma avaliação oftalmológica especializada e do trabalho multiprofissional, buscamos potencializar as capacidades funcionais dos usuários, mesmo diante da baixa visão ou cegueira”, ressaltou a médica.

Edilane Pantoja e Stefany Barros

Entre os usuários atendidos pelo serviço de oftalmologia, destaca-se a adolescente Stefany Rebeca Barros, de 13 anos, com diagnóstico de baixa visão, que realiza de forma regular consultas e terapias, sempre acompanhada de sua mãe, Edilane Pantoja, de 39 anos. Moradoras do município de Capitão Poço, a mais de 200 quilômetros de Belém, elas representam o compromisso com a continuidade do cuidado e a busca pelo acesso ao atendimento especializado, essencial para a evolução clínica e a qualidade de vida da usuária.

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Com três anos de acompanhamento no CIIR, Edilane relata avanços significativos no desenvolvimento visual da filha. Ela destaca o acolhimento da equipe e a qualidade do atendimento, fundamentais para a evolução da criança, que antes apresentava dificuldades para enxergar de longe, dores de cabeça e necessidade de materiais adaptados. Com o uso de recursos como óculos e lupa, o progresso foi contínuo, proporcionando mais autonomia e qualidade de vida. “Sou muito grata a toda a equipe pelo cuidado e atenção dedicados a nós”, afirma.

Diante do desenvolvimento da filha, a mãe orienta outros pais a persistirem no cuidado e no tratamento, destacando que os resultados são positivos e muito gratificantes. Segundo ela, esse empenho faz diferença para garantir mais qualidade de vida às crianças e prevenir problemas mais graves na visão no futuro.

A médica Maria Maeve reforça a importância da prevenção como principal estratégia para reduzir os casos de deficiência visual

Para Maria Maeve, a baixa visão — que pode decorrer de condições congênitas, doenças adquiridas ou acidentes ao longo da vida — requer acompanhamento contínuo e cuidado especializado. Nesse contexto, o trabalho desenvolvido pelo Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) tem papel fundamental na transformação da realidade dos usuários, ao promover inclusão, autonomia e melhor desempenho nas atividades do cotidiano.

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Estrutura– O CIIR é referência no Pará na assistência de média e alta complexidade às pessoas com Deficiência (PCDs) visual, física, auditiva e intelectual. Os usuários podem ter acesso aos serviços do Centro por meio de encaminhamento das unidades de saúde, acolhidos pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminha à Regulação Estadual. O pedido é analisado conforme o perfil do usuário pelo Sistema Estadual de Regulação (SER).

Serviço:O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação é uma unidade do Governo do Pará sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A unidade funciona na Rodovia Arthur Bernardes, n° 1.000, em Belém. Mais informações: (91) 4042-2157 /58 /59.

Texto: Ascom / CIIR