A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará realizou, nesta terça-feira (31), atendimento a um investidor do segmento de reaproveitamento de rejeitos minerais interessado em implantar operações em Barcarena, com potencial de geração de emprego, renda e ampliação da atividade industrial no Estado.
A agenda foi conduzida pela Diretoria de Atração de Investimentos e Negócios (Dain), com a participação do diretor Manoel Ibiapina, da assessora Lorena Aguiar e da gerente de Atendimento a Novos Negócios, Sabrina Sena.
A proposta apresentada envolve duas frentes complementares: a instalação de uma unidade dedicada ao beneficiamento de rejeitos minerais e a estruturação de um centro de distribuição com atuação ampliada, voltado não apenas ao suporte da operação industrial, mas também à movimentação e distribuição de mercadorias.
Com experiência prévia em logística e armazenagem, o empreendimento prevê a utilização dessa estrutura para atender diferentes demandas, incluindo operações de distribuição de produtos de comércio eletrônico, o que amplia o alcance do projeto e fortalece sua viabilidade econômica.
Os insumos utilizados no processo deverão ser oriundos do município de Parauapebas, no sudeste paraense, e processados no próprio Estado. A iniciativa contribui para ampliar o valor agregado da produção mineral, reduzir custos logísticos e estimular a atividade industrial em território paraense.
Durante a reunião, a equipe técnica apresentou as etapas necessárias para implantação do empreendimento, com orientações que abrangem desde a fase inicial até a definição da área mais adequada.
“O papel da Companhia é assegurar que o investidor tenha acesso a informações precisas e consiga avançar com segurança em cada etapa. A partir desse alinhamento, é possível estruturar soluções compatíveis com a necessidade imediata do projeto e com o seu desenvolvimento ao longo do tempo”, destacou o diretor de Atração de Investimentos e Negócios, Manoel Ibiapina.
Como encaminhamento, a equipe técnica dará início à identificação de três áreas compatíveis com o perfil do empreendimento, considerando disponibilidade para implantação em curto prazo, localização estratégica em relação ao porto e dimensionamento estimado entre 10 mil e 20 mil metros quadrados, assegurando flexibilidade para a implantação e futuras ampliações.
As alternativas serão apresentadas ao investidor com informações técnicas detalhadas, permitindo uma análise criteriosa antes da etapa seguinte, que inclui visita em campo e validação da área escolhida.
A investidora ressaltou o interesse em avançar com o projeto no Pará e destacou a importância de um ambiente claro e previsível para a tomada de decisão. “A transparência é determinante para qualquer investimento. Precisamos compreender com precisão os prazos, as condições e as etapas envolvidas para planejar com segurança. O Pará apresenta características muito favoráveis, especialmente pela logística e pela disponibilidade de matéria-prima”, afirmou.
O projeto também prevê a aplicação de tecnologia voltada ao reaproveitamento de rejeitos minerais, com base em modelos já utilizados em outros mercados, adaptados às condições da região Norte, ampliando a eficiência produtiva e o aproveitamento dos recursos.
Além das áreas com possibilidade de implantação mais imediata, também foram apresentadas alternativas com perfil logístico diferenciado, que poderão ser avaliadas em etapa posterior, conforme a evolução do projeto.
A iniciativa inclui a geração inicial de 50 empregos, com perspectiva de ampliação ao longo da operação, contribuindo para o desenvolvimento econômico local e para o fortalecimento da cadeia mineral no Estado.
A Companhia seguirá acompanhando as tratativas, oferecendo suporte técnico e institucional ao investidor, com foco na viabilização do empreendimento e na atração de novos negócios para o Pará.