Em celebração ao encerramento das programações alusivas ao Mês Mundial da Água, a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) divulgou o resultado do Concurso de Maquetes do Complexo Bolonha. A atividade foi desenvolvida em parceria com a Escola Estadual Albanízia de Oliveira, na avenida Almirante Barroso, no bairro do Marco, em Belém, e mobilizou estudantes de seis turmas do segundo ano do Ensino Médio, na construção de miniaturas da principal unidade produtora de água do estado, que atende quase 1,5 milhão de pessoas em Belém e Ananindeua.
O resultado foi definido após uma votação entre funcionários da Cosanpa que trabalham no Complexo Bolonha. Equipes especializadas em projetos e engenharia de obras da Companhia também participaram da escolha. Pelo regulamento, além da criatividade, o único item obrigatório em cada trabalho era representar todas as etapas do tratamento da água.
Ao final da avaliação, o grupo de estudantes que representou a turma 206 foi reconhecido como vencedor do concurso, com 37 votos, superando a turma 203, que ficou em segundo lugar. Entre os detalhes das miniaturas construídas, jogos de luzes, divisórias em palitos de madeira simbolizando os tanques de tratamento, casas em isopor representando a população do entorno do Complexo e até um sistema artesanal de captação de água chamaram a atenção dos funcionários.
O presidente da Cosanpa, cel. Dilson Júnior parabenizou os estudantes pela dedicação nos projetos e reforçou a contribuição da Companhia para a educação ambiental baseada na produção de conhecimento científico e preservação de fontes hídricas. “Anualmente, recebemos mais 1000 visitantes no Complexo Bolonha, onde apresentamos a produção de água e tratamento de forma didática para todos os grupos. Mas, além disso, o trabalho desenvolvido na Cosanpa também é inspira importantes pesquisas acadêmicas que contribuem com o desenvolvimento sustentável e a redução de desigualdades na sociedade.”, disse o cel. Dilson Júnior.
Mayana Martins, de 15 anos, foi uma das alunas envolvidas no projeto da turma vencedora do concurso. Ela conta que a “experiência foi incrível. Botamos a mão na massa e ficamos todos sujos de tinta. Aprendemos a trabalhar mais em equipe e também como funciona um tratamento de água. Tudo isso está representado em nossa maquete”, conta Mayana.
A integração das turmas na construção das maquetes também foi integrada às disciplinas de Geografia e Educação Ambiental, lecionadas pela professora Erika Negrão. Para ela, os aprendizados mais importantes foram aqueles construídos para além da sala de aula. “São alunos que estão em processo de construção. É de extrema importância que a gente utilize outras metodologias para além do quadro, recursos didáticos e do conteúdo. Eles aprenderam a trabalhar em equipe e a lidar com as frustrações, porque nem sempre as coisas saíram como planejado. Então, é uma educação para a vida”, detalhou Erika.
Os amigos Vinícius Macambira e Matheus Felipe celebraram o reconhecimento pela dedicação à maquete vencedora, entre outros ensinamentos importantes. “A gente aprendeu a trabalhar mais em equipe. É uma habilidade”, contou Vinícius. “Essa atividade nos interligou como pessoas, e esse é um grande ganho para a vida em sociedade. Construímos maquetes e amizades”, complementou Matheus.
“O engajamento dos alunos nesses projetos nos traz muita satisfação. As turmas envolvidas entenderam a complexidade, a dimensão e o desafio que é levar água de qualidade para mais de um milhão de pessoas. Certamente, isso fez a diferença quando vemos os trabalhos apresentados e mostra a importância da integração da Cosanpa com a sociedade, especialmente com a comunidade estudantil, por meio do nosso programa de visitas ao Complexo Bolonha”, frisou o assessor da presidência da Cosanpa, cel. Getúlio Rocha.
Visitas ao Complexo Bolonha
As visitas ao Complexo Bolonha são gratuitas e podem ser agendadas pelo e-mail aps@cosanpa.pa.gov.br. As instituições interessadas devem informar da escola ou faculdade, identificar curso ou ano de ensino, quantidade de estudantes, sugestão de data e horário, além de contatos para retorno ao pedido. O percurso dura cerca de 2 horas, com passagem por todas as etapas do tratamento e outras áreas de monitoramento da produção de água