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Produção editorial do Ideflor-Bio consolida conhecimento científico e cultural das unidades de conservação
O Instituto coordena e apoia a elaboração de publicações técnicas, científicas, institucionais e de divulgação, voltadas às unidades de conservação...
26/03/2026 13h19
Por: Redação Fonte: Secom Pará

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) tem ampliado o quantitativo de obras científicas produzidas e supervisionadas pela Comissão Editorial (Coedit), reforçando o papel estratégico da produção editorial como instrumento de gestão ambiental, difusão científica e valorização do patrimônio natural e cultural do Estado. O órgão já coordenou e apoiou a elaboração de publicações técnicas, científicas, institucionais e de divulgação, voltadas às unidades de conservação e às políticas públicas ambientais.

“Cada obra produzida pelo Ideflor-Bio representa um investimento no conhecimento, na transparência e na valorização das nossas unidades de conservação. A produção editorial de 2025 demonstrou o compromisso do Governo do Pará em transformar ciência e informação qualificada em instrumentos efetivos de gestão ambiental e de aproximação da sociedade com o patrimônio natural do Estado”, enfatizou o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto.

No âmbito do órgão, os materiais editoriais são acompanhados pela Coedit, liderada pelo assessor da presidência, Juan Hoyos, e composta por técnicos que representam as diferentes diretorias do Ideflor-Bio. A Comissão atua desde a concepção editorial até a revisão de conteúdo, assegurando rigor técnico, padronização institucional e alinhamento com as diretrizes do Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC).

Para o presidente do Coedit, Juan Hoyos, “o trabalho da Comissão Editorial é garantir que cada publicação cumpra sua função técnica, científica e institucional. Em 2025, conseguimos consolidar um portfólio diverso e robusto, que vai desde documentos normativos até grandes obras científicas, fortalecendo o papel do Ideflor-Bio como produtor e difusor de conhecimento sobre a Amazônia”.

Trabalhos -Entre as produções do ano passado, destacam-se publicações estruturantes, como o Catálogo das Unidades Estaduais de Conservação, o material institucional sobre o SEUC e o guia de Orientações para Criação de Unidades de Conservação Municipais, documentos que fortalecem a governança ambiental e apoiam gestores públicos em diferentes esferas.

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O balanço editorial inclui ainda produções técnico-científicas de grande relevância, como o box contendo a versão executiva e três estudos científicos voltados à criação do Parque Estadual das Árvores Gigantes, além do livro “Flora no Parque do Utinga”, de autoria do professor doutor Leandro Ferreira, publicado em coedição entre o Ideflor-Bio e o Museu Paraense Emílio Goeldi, ampliando o registro científico da biodiversidade urbana de Belém.

A lista de obras contempla também livros de caráter artístico, científico e institucional, como a publicação fotográfica assinada pelo fotógrafo e gestor ambiental Augusto Jarthe, que retrata ambientes, habitats, fauna, flora e o uso social do Parque do Utinga, e o livro organizado pelos professores doutores Paulo e Inocêncio Gorayeb e Silvio Lima, da UFPA, reunindo artigos científicos produzidos a partir de pesquisas no Parque Estadual Ambiental da Serra dos Martírios-Andorinhas.

Outro eixo importante da produção editorial foi a elaboração de materiais de informação científica, cultural e turística. Foram produzidos livros de mesa ilustrados, folhetos informativos, cartazes e versões digitais para divulgação em mídias sobre o Parque Estadual Camillo Viana/Utinga, o Parque Estadual de Monte Alegre e o Parque Estadual da Serra dos Martírios-Andorinhas, ampliando o acesso da sociedade às informações sobre essas áreas protegidas.

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Atualização -A obra mais recente entregue pela Comissão Editorial foi o livro “A Diversidade da Serra entre Rochas e Rios – Parque Estadual da Serra dos Martírios-Andorinhas”, lançado no dia 15 de dezembro, na sede do Ideflor-Bio, em Belém. Organizado pelos professores-pesquisadores Paulo Sergio de Sousa Gorayeb, Silvio de Lima Figueiredo e Inocêncio de Sousa Gorayeb, o livro reúne 23 capítulos e 44 autores, atualizando quase duas décadas de estudos multidisciplinares desenvolvidos no sudeste do Pará.

O livro marca um novo capítulo na história das pesquisas científicas da região, ao revisitar e ampliar levantamentos iniciados nos anos 2000, quando a Serra dos Martírios-Andorinhas passou a despertar interesse científico, institucional e social por sua singularidade ecológica, geológica, arqueológica e cultural. A obra consolida dados sobre biodiversidade, meio físico, arqueologia, ecoturismo e comunidades ribeirinhas do Rio Araguaia, reafirmando o Parque como a unidade de conservação mais documentada entre as 29 existentes no Estado do Pará e como referência para futuras iniciativas semelhantes em outras áreas protegidas.